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Rio de Janeiro - O setor de bens de
capital (máquinas e equipamentos para a indústria) foi um dos mais beneficiados na nova política de
desenvolvimento produtivo lançada ontem (12) nesta capital pelo
governo federal. “Principalmente na parte de desoneração
do setor - ela não é total ainda - e principalmente
nas políticas voltadas para a micro e pequena empresa”,
disse o presidente da Associação Brasileira da
Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz
Aubert Neto.
Ele indicou, por outro
lado, que ainda há muita coisa a ser feita no Brasil. Luiz
Aubert informou que, na década de 80, o país era o quinto maior fabricante de bens de capital do mundo. "Hoje, nós
somos o 14º. E se você levar em consideração
que não tem país desenvolvido que não
tenha setor de bens de capital desenvolvido, o que aconteceu no
Brasil?”, indagou.
O presidente da Abimaq
avaliou que o governo brasileiro tem boas propostas para dinamizar
o setor. Acrescentou, contudo, que esse é o primeiro passo para mudar a
perspectiva de que o Brasil é um país com alta carga tributária e altas taxas de juros. "É preciso
flexibilizar a relação capital e trabalho e mudar a
política trabalhista", disse. Aubert admitiu, por sua vez, que não é
possível fazer tudo de uma só vez. “Você tem
que ir passo a passo para a gente ir mudando”, reconheceu.
O empresário enfatizou que a Política de Desenvolvimento Produtivo é boa oportunidade para o Brasil mudar. “Nós estamos na
maior onda para tentar mudar esse país. E nós não
podemos perder isso. Temos que ser rápidos e colocar a palavra
em ação. Porque só palavra não vai
adiantar nada. Agora, a gente tem que ver isso entrar em ação
e a gente está esperando que a ação seja
rápida”, disse. Ao participar hoje (13) da 27ª Mecânica, feira do setor metal-mecânico, em São Paulo, o presidente da Abimaq ressaltou como positiva abertura de uma nova linha de crédito
do Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame), do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que permite o pagamento
em dez anos e não cinco como anteriormente.
“Além disso, o Finame foi isento do imposto sobre
operações financeiras e o spread do BNDES caiu. Acreditamos que isso
vai revitalizar fortemente o setor”, avaliou.
Segundo ele, a entidade tem um projeto denominado
Abimaq 2022, que tem por base a identificação das ações necessárias para
impulsionar o país a voltar a ser um dos principais do mundo no setor
de bens de capital. “Se levarmos em consideração que não existe país em
desenvolvimento que não tenha esse setor desenvolvido vemos a
importância que esse setor tem”, observou.
Aubert reforçou que, além da ampliação das linhas de
crédito, o projeto tem três pontos básicos que foram bem contemplados
na política de desenvolvimento produtivo do governo: a inovação
tecnológica, a desoneração do investimento e a exportação.
Ele afirmou que o Brasil é o único país do mundo
que tributa bens de capital, o que atrapalha os investimentos e
melhorias. “Onde você vai comprar uma máquina, tem impostos. Ninguém compra máquinas por status. Compra para melhorar a
competitividade, produtividade, gerar emprego, renda”, ressaltou.
A matéria foi alterada para acréscimo de informações.
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