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Brasília - Manter o controle sobre
atividades ilegais na Amazônia brasileira e criar alternativas
“concretas” para que as atividades econômicas locais sejam
ambiental e socialmente sustentáveis são os
desafios do Plano Amazônia Sustentável
(PAS) – lançado na última quinta-feira (8) pelo
governo federal, na opinião do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva.
No programa semanal de
rádio Café com o Presidente, Lula afirmou que a
iniciativa promete promover o desenvolvimento da região,
conservando recursos naturais e a biodiversidade e valorizando as
comunidades tradicionais.
Dentre as medidas
previstas no plano, ele destacou ações emergenciais da Operação Arco Verde, como agilizar o seguro-desemprego, contratar e capacitar cerca de 2,5 mil agentes de defesa
ambiental para a prevenção e o combate a incêndios
florestais.
Já atividades
sustentáveis promovidas pelo Programa de Pró-Recuperação
Florestal são citadas por Lula como ações de
fomento do PAS. Ele garante que R$ 1 bilhão será usado
para recuperar áreas degradadas, para o reflorestamento e para
a regularização ambiental na Amazônia.
“[O plano] Também
vai dar apoio à comercialização de produtos do
extrativismo, incluindo esses produtos na política de garantia
de preços mínimos. Vamos treinar 4 mil profissionais de
assistência técnica para atender numa fase inicial 100
mil produtores rurais.”
O PAS prevê ainda
ações e ordenamento fundiário e territorial, com
o levantamento da situação de ocupação
dos 36 municípios onde foi detectada a maior taxa de
desmatamento. O objetivo, segundo o presidente, é fazer o
mapeamento das propriedades e dos postos rurais. Há também
a criação de um Cadastro Ambiental Rural.
“Isso é
importante, porque o produtor só terá acesso ao
crédito, ao fomento e à assistência técnica
se fizer parte desse cadastro. Estamos chamando todos à
responsabilidade porque não é um problema apenas do
governo federal, é um problema de todos nós.”
Lula destaca ainda
ações de governança ambiental para a Amazônia,
como a liberação do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) de R$ 500 milhões para
investimentos em melhorias no processo de licenciamento, gestão
territorial, elaboração e implementação
do zoneamento. Ele promete que o plano será “uma revolução
no tratamento que o Governo vai dar para o desenvolvimento da
Amazônia”.
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