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Rio de Janeiro - O ministro do
Planejamento, Paulo Bernardo, considerou normais as críticas à
nova política industrial lançada hoje (12), no Rio de
Janeiro. Ele afirmou, no entanto, que o plano é formado por medidas
abrangentes, que vão beneficiar os diversos setores da
economia.
"Algumas críticas
são feitas por gente que nunca fez infra-estrutura no país,
que ficou 25 anos sem ter qualquer investimento planejado de maneira
consolidada em infra-estrutura. Mas eu acredito que essa política
vai ser alvo de menos críticas, porque ela é muito
abrangente", disse, ao participar da solenidade de lançamento
da Política de Desenvolvimento Produtivo.
O ministro disse que
seria "muita pretensão" do governo achar possível
adotar medidas, como o enxugamento de dólares do mercado,
capazes de influenciar a cotação do dólar,
freando a valorização
do real frente a moeda norte-americana, já que esse quadro é
verificado em escala global.
Segundo o ministro,
embora o dólar esteja caindo, as exportações
brasileiras estão em expansão.
"Não vi
ninguém falar que quebrou por causa do dólar. Tem gente
querendo que mexamos na cotação com medidas
artificiais, mas é muito complicado para o governo fazer
isso", disse.
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