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Rio de Janeiro - As exportações
da Petrobras de janeiro a março caíram 17% em relação ao primeiro trimestre
de 2007, enquanto as importações cresceram, principalmente
a de derivados, com alta de 135%.
Isso provocou saldo líquido negativo de 7 mil barris por dia na balança
comercial de petróleo e derivados da estatal, mesmo com
o crescimento de 5% na exportação de derivados. A estatal vendeu ao exterior 572
mil barris diários de petróleo e derivados no período e importou 579 mil
barris O diretor financeiro e de Relações com Investidores da estatal, Almir Guilherme Barbassa, explicou que a tendência deverá ser
revertida, uma vez que no primeiro trimestre aumentou o consumo de óleo diesel
no país, em função do acionamento das usinas termelétricas, e da queda na
exportação de óleo combustível, também usado pelas térmicas.
"A expectativa é de que esse quadro seja
passageiro, até porque temos uma capacidade instalada de produção que deve
crescer e trazer equilíbrio de novo", disse Barbassa.
Ele negou, porém, que esse déficit no volume
da balança comercial tenha se configurado em perda da auto-suficiência, uma vez que
a empresa adota como critério a produção interna de petróleo em relação ao consumo
doméstico – e não os volumes exportados e importados. Os
dados constam do balanço financeiro da estatal divulgado ontem (12).
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