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12 de Maio de 2008 - 20h00 - Última modificação em 12 de Maio de 2008 - 20h00


Nova política compensará perda de exportadores com depreciação do dólar, diz Miguel Jorge

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge,  afirmou, hoje (12), que as medidas da nova política de desenvolvimento produtivo levam em conta que o país passará da meta traçada para as exportações este ano.

Segundo ele, o é aumentar a meta que, atualmente, é de US$ 180 bilhões para 2008. “Queremos aumentar a meta, mas não fizemos nenhum cálculo”, disse Miguel Jorge.

Ele explicou que, ao reduzir o custo do investimento para as empresas, parte das perdas com o câmbio depreciado será compensada. A ampliação do prazo de financiamento de uma máquina, por exemplo, de cinco para dez anos, significa dar mais  condição de competitividade para o empresário, segundo o ministro. 

“Especificamente, as medidas para exportação compensam uma parte da perda. Mas há outras medidas sistêmicas, que também atingem as empresas exportadoras, como, por exemplo, a redução do custo dos investimentos, através de  medidas de redução de impostos ou depreciação mais rápida dos equipamentos, ou por investimentos a custos muito menores pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, medidas que também têm efeito indireto muito importante para você fazer a compensação do que estaria perdendo com a taxa de câmbio”, afirmou.

Miguel Jorge admitiu que, no âmbito de seu ministério, não se chegou a pensar em medidas cambiais. “Nós não trabalhamos com medidas cambiais. Nós trabalhamos com medidas de estímulo ao desenvolvimento, ao crescimento, ao financiamento. Então, realmente não pensamos em medidas cambiais”, disse.

O ministro classificou o anúncio das medidas como um retorno, por parte do Estado, de coordenação da ação de desenvolvimento do país, após um hiato de 30 anos. A perspectiva de Miguel Jorge é que a nova política traga maior crescimento e mais empregos para o Brasil.




 


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