| |
12 de Maio de 2008 - 18h29 -
Última modificação
em 12 de Maio de 2008 - 18h29
Empresas brasileiras poderão medir emissão de gases de efeito estufa
Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
|
|
|
Antonio Cruz/ABr
| |
Brasília - O embaixador britânico Peter Collecot, a ministra Marina Silva, o presidente da CEBDS, Fernando Almeida, e o vice- presidente do World Resources Institute, Manish Bapna, no lançamento do Programa Brasileiro de Inventário Corporativo de Gases de Efeito Estufa
|
Brasília - Uma
ferramenta lançada oficialmente hoje (12) por representantes do governo e da iniciativa privada pretende aperfeiçoar
a contabilidade das emissões de gases de efeito estufa por
empresas, além de medir mais precisamente a contribuição do
setor para a emissão de gases, como o dióxido de carbono
(CO2), considerado um dos causadores do aquecimento global.
O
Programa Brasileiro de Inventário Corporativo de Gases de
Efeito Estufa vai adotar a metodologia do Protocolo GHG, usada
como referência para o
mercado de carbono europeu, por exemplo. O objetivo, segundo os
gestores da ferramenta, é calcular e inventariar as emissões
de gases estufa produzidas pelas empresas para subsidiar medidas de
mitigação.
“Na
prática, há uma tabela e é necessário
preencher uma série de dados a partir da medição
de um número grande de indicadores de gases. É uma
metodologia relativamente simples e que fornece, ao final, quantas
toneladas de gás de aquecimento global a empresa está
lançando na atmosfera. E isso já começa a
indicar o que é possível fazer para evitar essas
emissões”, detalha o presidente executivo do Conselho Empresarial Brasileiro
para o Desenvolvimento Sustentável, Fernando Almeida, que apresentará a ferramenta a grupos de empresários brasileiros nos próximos dias. Empresas como a Petrobras, o Grupo Votorantim e as
siderúrgicas Arcelor e Alcoa já utilizam a metodologia.
De acordo com o gerente de Desempenho em Segurança e Meio Ambiente da Petrobras, Luis Stano, a estatal investiu cerca de US$ 6
milhões para implementar a ferramenta.
“As empresas só conseguem gerenciar as emissões
que são medidas. Quando você cria um inventário
de emissões é possível conhecer os pontos onde
existem as melhores oportunidades de investimentos para contribuir
para mitigar o problema da mudança climática global”,
afirma Stano.
Na
avaliação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a
iniciativa “responde a uma equação
muito importante, que é o comprometimento das empresas em
reduzir emissões” e deveria ser replicada para gerenciar
emissões de outros setores, como o agropecuário.
“A
iniciativa do protocolo é oportuna e mostra que não se
pode ficar esperando o plano e a política [Nacional sobre
Mudança do Clima]
saírem para começar a agir. A humanidade está
vivendo o grande desafio de 'descarbonizar' as grandes economias.
Não podemos permitir a carbonização das
emergentes, como Brasil e México, por exemplo.”
Os mecanismos do protocolo de inventário
corporativo poderão ser utilizados por outros emissores de
gases de efeito estufa, inclusive a agropecuária e o setor
público, informou o diretor do Departamento de Mudanças
Climáticas da Secretaria de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Ruy de Góes.
|
|
|
LEIA MAIS SOBRE OS ASSUNTOS
|
|