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Rio de Janeiro - A nova política
industrial é uma forma inteligente de conceder incentivos
fiscais, porque só vai usufruir dos incentivos quem investir,
quem inovar. Além disso, a nova política representa uma
forma eficiente e inteligente de se usar a renúncia fiscal. As
afirmações foram feitas pelo presidente do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano
Coutinho, em entrevista coletiva sobre a nova Política de
Desenvolvimento Produtivo, lançada hoje (12), no Rio.
"A
política tem consistência, um rumo claro e prioridades",
afirmou Coutinho. Para ele, o desenho dessa política, como
articulação e organização, tem uma
geometria adequada a cada um dos setores nela envolvidos. Coutinho
ressaltou, no entanto, que o governo precisa fazer um esforço
de coordenação muito grande para que o plano dê
certo.
"A nova política industrial vai exigir que
os diversos segmentos do governo estejam abertos permanentemente ao
diálogo com o setor privado", disse ele, destacando que
não de trata de um processo fechado. "É um
processo de aperfeiçoamento. Mas ela [nova política]
tem estacas muito bem fincadas, tem coerência e tem também
funcionalidade."
O presidente do BNDES chamou a atenção
também para a preocupação do governo com o setor
de inovação tecnológica. "Estamos dando
incentivos muito fortes para o segmento da inovação
tecnológica. Se há algo que está muito
privilegiado neste programa é a inovação
tecnológica."
De acordo com Coutinho, o incentivo previsto para
a inovação tecnológica é para todas as
empresas; "Desde as menores, que estão saindo das
bancadas de laboratórios, até as já
estabelecidas no mercado."
Também participaram da entrevista os
ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Miguel Jorge, do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
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