Algumas ações da política industrial serão implantadas através de medidas provisórias (MPs), o que exigirá paciência dos parlamentares, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante discurso na
cerimônia de lançamento, na sede do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.
Lula argumentou que, se não for assim, haverá atraso na implementação. E pediu paciência aos presidentes do
Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), e da Câmara dos
Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que não estava presente.
“Certamente iremos
contar com a compreensão dos senadores e deputados. E
certamente, como aconteceu nas obras do PAC [Programa de Aceleração
do Crescimento], o Congresso vai dar uma demonstração
de competência e vai votar as coisas com a rapidez que o Brasil
precisa. Não é o presidente que precisa”, afirmou.
A edição de medidas provisórias por parte do Palácio do Planalto, e o conseqüente trancamento da pauta da Câmara e do Senado, foi tema de um amplo debate recentemente. Cerca de um mês atrás, uma comissão especial aprovou proposta que acaba com o trancamento da pauta por MPs. Uma semana depois, o presidente do Senado reforçou críticas do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, ao excesso de MPs.
A Política de
Desenvolvimento Produtivo, conhecida como política industrial,
tem quatro metas a serem atingidas até 2010: acelerar o
investimento fixo; estimular a inovação; ampliar a
inserção internacional e o número de micro e
pequenas empresas exportadoras.
Entre as medidas
anunciadas, estão a desoneração para diversos
setores produtivos, que deve representar renúncia fiscal de R$
21,4 bilhões até 2011.