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13 de Maio de 2008 - 09h41 - Última modificação em 13 de Maio de 2008 - 21h00


Exportador estima aumento de 500% nas vendas de software com nova política industrial

Jorge Wamburg
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - As exportações brasileiras do setor de software devem passar de US$ 100 milhões para US$ 500 milhões e a geração de empregos deve crescer 20% com as medidas anunciadas pelo governo nesta segunda-feira como parte da política industrial. A estimativa foi feira por André Fonseca, presidente de uma das cinco maiores empresas do setor, a Virtus, sediada em São Paulo. O empresário comparou os incentivos criados pela nova política industrial para os exportadores ao programa Bolsa Família, porque vai premiar quem conseguir cumprir a meta estabelecida pelo programa. “Acho que o governo fez as coisas de um jeito correto, porque vai recompensar quem estiver gerando resultado”, acrescenta Fonseca.

Dentro da nova política industrial o setor de software e de tecnologia será beneficiado com a redução da contribuição patronal para a seguridade social sobre a folha de pagamento de 20% para até 10% e da contribuição para o Sistema S para até zero, de acordo com a participação das exportações no faturamento das empresas. Haverá ainda dedução em dobro para determinação da base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das despesas com programas acelerados de capacitação de pessoal.

O setor de exportação de software poderá ser beneficiado também com a permissão para que as empresas de informática e automação deduzam da base de calculo do Imposto de Renda e da CSLL os gastos com pesquisa e desenvolvimento multiplicados por um fator de até 1,8. O governo anuncia ainda investimento de R$ 1 bilhão até 2010 no setor de informática (novo Prosoft).

André Fonseca ressalta que essas medidas vão realmente estimular as exportações de software, mas o importante é aguardar a forma como as medidas serão implmentadas. Este, segundo ele, é o sentimento predominante no setor, pelo que pôde sentir nas conversas que manteve com outros empresários. “O que não pode é haver uma demora excessiva na colocação em prática das medidas anunciadas por causa de entraves burocráticos para que tudo não acabe ficando apenas no papel”, conclui o presidente da Virtus.



 


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