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Brasília - As exportações brasileiras do setor de
software devem passar de US$ 100 milhões para US$ 500
milhões e a geração de empregos deve crescer 20% com as medidas anunciadas
pelo governo nesta segunda-feira como parte da política industrial. A
estimativa foi feira por André Fonseca, presidente de uma das cinco
maiores empresas do setor, a Virtus, sediada em São Paulo.
O empresário comparou os incentivos criados pela nova
política industrial para os exportadores ao programa Bolsa Família, porque vai
premiar quem conseguir cumprir a meta estabelecida pelo programa. “Acho
que o governo fez as coisas de um jeito correto, porque vai recompensar
quem estiver gerando resultado”, acrescenta Fonseca.
Dentro da nova política industrial o setor de
software e de tecnologia será beneficiado com a redução da contribuição
patronal para a seguridade social sobre a folha de pagamento de 20%
para até 10% e da contribuição para o Sistema S para até zero, de
acordo com a participação das exportações no faturamento das empresas.
Haverá ainda dedução em dobro para determinação da base de cálculo do
Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
das despesas com programas acelerados de capacitação de pessoal.
O setor de exportação de software poderá ser
beneficiado também com a permissão para que as empresas de informática e
automação deduzam da base de calculo do Imposto de Renda e da CSLL os
gastos com pesquisa e desenvolvimento multiplicados por um fator de até
1,8. O governo anuncia ainda investimento de R$ 1 bilhão até 2010 no
setor de informática (novo Prosoft).
André Fonseca ressalta que essas medidas vão
realmente estimular as exportações de software, mas o importante é
aguardar a forma como as medidas serão implmentadas. Este, segundo ele,
é o sentimento predominante no setor, pelo que pôde sentir nas
conversas que manteve com outros empresários. “O que não pode é haver
uma demora excessiva na colocação em prática das medidas anunciadas por
causa de entraves burocráticos para que tudo não acabe ficando apenas
no papel”, conclui o presidente da Virtus.
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