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12 de Maio de 2008 - 17h37 - Última modificação em 12 de Maio de 2008 - 17h36


Desabrigados começam a voltar para casa em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Uma semana após a passagem do ciclone extratropical que atingiu o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina, muitos dos que ficaram desalojados ou desabrigados começam a voltar para casa nos dois estados. No Rio Grande do Sul, o número de desabrigados passou de 1,5 mil, na semana passada, para 275 hoje (12), informou a Defesa Civil. O número dos que ficaram desalojados, que chegou a 6 mil, baixou para 1.620.

Em Santa Catarina, a Defesa Civil ainda não dispõe de números atualizados sobre a volta dos desabrigados e desalojados para casa. De acordo com a Defesa Civil, desde a passagem do ciclone, nos dias 3 e 4 deste mês, 970 pessoas foram desalojadas e 568 ficaram desabrigadas no estado. .

O chefe da Divisão Administrativa da Defesa Civil gaúcha, capitão Alexsandro Goi, informou que foi criada uma força-tarefa com representantes de todas as secretarias estaduais, para reforçar a ajuda aos desabrigados e também ajudar no trabalho de recuperação das áreas atingidas pela cheia dos Rios dos Sinos, Paranhana e Caí.

“Foram enviadas máquinas para ajudar na recuperação de estradas, redes de água e esgoto. Além disso, foram distribuídas 22,5 toneladas de alimentos, 35 mil peças de roupas e agasalhos e 600 colchões”.

Uma boa notícia, segundo Goi, é que não deve chover nos próximos dias, o que deve agilizar o trabalho de recuperação das áreas atingidas. “Por enquanto, temos uma massa de ar polar sobre a região, e o céu está claro, o tempo permanece seco, com temperaturas baixas”, informou.

Ainda de acordo com chefe da Divisão Administrativa da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, o nível do Rio dos Sinos, na região metropolitana de Porto Alegre, que ficou 5 metros acima do nível normal, hoje está 2 metros acima.

Segundo Ailton Lopes, do Centro de Operações da Defesa Civil de Santa Catarina, até agora foram distribuídos 608 colchões e 550 cestas básicas entre os flagelados no estado. Lopes disse que 35 municípios catarinenses foram atingidos pelo ciclone e 13 decretaram situação de emergência. Ao todo, 40.547 pessoas foram afetadas, direta ou indiretamente, pelo ciclone, acrescentou.



 


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