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Rio de Janeiro - Mesmo sem conhecer ainda todos os detalhes do Plano de Desenvolvimento Produtivo, anunciado hoje (12) pelo governo, como forma de estimular à indústria, os empresários avaliaram positivamente as medidas.
O vice-presidente da
Federação das Indústrias do Estado do Rio de
Janeiro (Firjan), Carlos Mariani, se disse entusiasmado com a nova política. “Não tenho
dúvidas de que é uma mudança de patamar, em
termos de tratamento de assunto de tal importância para o
país”, observou.
Para Mariani, os resultados poderão ser sentidos no curto
prazo. “Se tudo isso que foi falado aqui, esse entrosamento e a
coordenação funcionarem, as condições
presentes hoje indicam que é possível levar adiante
isso”, acrescentou. Já o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaff, foi mais comedido na avaliação e disse que é preciso ainda examinar a nova política, antes de emitir qualquer opinião. “Nós vamos agora nos debruçar sobre elas [as medidas] e analisar os detalhes. E vamos aplaudir e apoiar tudo aquilo que houver de positivo – e tem muita coisa positiva no campo da desoneração. E vamos buscar correção de rumo em eventuais pontos que mereçam essa correção”, afirmou. Paulo Skaff conclamou o próprio setor que representa a trabalhar pelo sucesso da política industrial. Para ele, tem que haver o envolvimento de todos. “Tem que haver uma coerência de planos”, disse. Ao lembrar que a demanda no Brasil está crescendo 8%, Skaff disse que a oferta só cresce com mais investimentos. “E só tem aumento de investimentos com aumento de demanda”. Ele informou que, atualmente, a demanda no Brasil está crescendo 8%, enquanto os investimentos industriais estão mostrando déficit. “Então, não há porque ter receio de demanda. Demanda é saudável para o país. Mas a política econômica aumenta os juros para inibir a demanda. Inibindo a demanda, inibe investimento. E inibindo investimento, inibe a oferta e o crescimento. Então, vai na contra-mão. É preciso haver um afinamento aí”, apontou. Ele disse que o mesmo raciocínio se aplica em relação às exportações. “Não é com o câmbio sobrevalorizado, em parte nenhuma do mundo, que se aumentam as exportações”, observou. Paulo Skaff, no entanto, afirmou apoiar o que chamou de “boa intenção” do governo ao desonerar setores da indústria e criar uma política específica para o desenvolvimento do setor. Skaff lembrou que o empresariado brasileiro vem lutando por metas como estas e que, embora o setor produtivo não tenha participado da estruturação do programa, ele viu algumas de suas sugestões serem contempladas. “E agora cabe a nós fazermos essa teoria virar realidade no dia-a-dia das empresas, das pessoas, da sociedade”, observou Skaff.
Já o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio de
Janeiro, Roberto Kauffmann, elogiou a nova política industrial e disse considerá-la "formidável", ainda que admitindo que precisa analisar melhor "o material que foi
distribuído para uma avaliação mais criteriosa". Para Kaumffman, os números apresentados são "fantásticos".
Ele disse que viu com bons olhos as declarações do presidente Lula, no anúncio das medidas. "Temos que ver o horizonte azul que está
acontecendo e concentrar todas as nossas forças para que os vários
setores, inclusive o nosso, da construção civil, tenham realmente um
progresso muito grande".
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