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Brasília - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, expressou hoje
(13) apoio a um possível aumento da economia de recursos para o
pagamento da dívida pública. Segundo ele, uma eventual elevação do
superávit primário seria positiva para conter o aumento dos juros e
diminuir a dívida pública.
“Essa medida terá componentes positivos dentro do contexto do impulso
fiscal e da correção futura da taxa de juros”, afirmou Meirelles
durante audiência pública no Senado para falar sobre a condução da
política monetária.
Segundo o presidente do BC, o superávit primário consistente tem sido
um dos pilares da estabilidade econômica no Brasil. Atualmente, a
União, os estados, os municípios e as estatais têm de economizar 3,8%
do Produto Interno Bruto (PIB) para pagar os juros da dívida.
Apesar de ressaltar que o Banco Central não participa da política
fiscal, Meirelles disse que a discussão sobre a elevação da meta de
superávit primário é “virtuosa”. Ele disse só poderá se manifestar com
mais clareza após a decisão.
“Vamos aguardar qual será esta decisão [do Ministério da Fazenda]
porque existem diversos fatores envolvidos”, declarou. "Tem outros
aspectos que serão avaliados pelo governo dentro das suas necessidades
de investimentos."
A sugestão de aumento do superávit primário, com maior controle dos
gastos públicos, foi feita pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP).
Para o senador, a taxa de juros alta no Brasil atrai investidores
externos que trazem dólares ao país e ajudam a valorizar o real diante
da moeda norte-americana. "Para não sobrecarregar a política monetária,
temos de avançar no superávit primário", afirmou Mercadante.
Atualizada para acréscimo de informações
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