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Brasília - O presidente do Banco
Central, Henrique Meirelles, afirmou hoje (13), em audiência no
Senado, que a inflação ideal é "aquela que
orbita em torno do centro da meta". A meta estabelecida pelo Conselho Monetário
Nacional (CMN) para este ano é de 4,5% de inflação,
medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA). A meta tem margem de dois pontos percentuais para mais ou
para menos.
Segundo Meirelles, como
não é possível prever a ocorrência de possíveis choques externos que
poderiam afetar a economia, o Banco Central deve ter como parâmetro o centro
da meta. A projeção de analistas de mercado para a
inflação em 2008 está acima dessa meta, em
4,96%.
Questionado se os juros
básicos no país voltariam a atingir patamares muito
elevados, Meirelles lembrou que a Selic já chegou a 45% no passado, o que não deve ocorrer novamente.
Hoje, a taxa básica de juros está em 11,75%. Para
Meirelles, há uma tendência de queda dos juros, mas "não
será linear".
"A firmeza do
Banco Central visa evitar o vôo de galinha [no crescimento da
economia]. A idéia é criar condições para
o crescimento sustentável", explicou o presidente do BC. Segundo ele, o objetivo é
ter continuidade no crescimento econômico, com inflação
sob controle. "Inflação alta leva à queda do
crescimento, cai o poder de compra do trabalhador e a previsibilidade
da economia", destacou.
Segundo Meirelles, se
forem excluídos os alimentos (grupo que tem pressionado os
preços no mundo) do índice de inflação,
mesmo assim os preços estão crescendo. Meirelles também
afirmou que há risco de que a alta de preços no atacado
seja repassada para o varejo. "O Banco Central está analisando
todos esses fenômenos", afirmou.
O presidente do BC foi indagado do porquê da decisão do Banco Central de aumentar a Selic em
0,5 ponto percentual, enquanto outros países estão
reduzindo os juros, como os Estados Unidos e o Reino Unido. Ele respondeu que "não se faz política monetária
por analogia". Meirelles disse ainda que os Estados Unidos, apesar de
ter uma economia forte, "não é o mundo", e
outros países estão aumentando os juros, como a
Islândia.
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