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13 de Maio de 2008 - 14h02 - Última modificação em 13 de Maio de 2008 - 14h02


Deputado argentino descarta prejuízos da política industrial brasileira ao país vizinho

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O deputado e presidente da Confederação Geral de Empresas da República Argentina, Marcelo Fernández, descartou hoje (13) que a política de incentivo à indústria brasileira anunciada ontem (12) pelo governo federal possa prejudicar a indústria argentina. Ele adiantou que a Câmara dos Deputados trabalha em projeto similar para a Argentina. É o que informa a agência Telam.

“O plano anunciado ontem incentivará a indústria brasileira, mas não tem por que repercutir de forma negativa no nosso país; além disso, nós estamos trabalhando em um projeto que também busca incentivar o investimento e a atividade produtiva”, afirmou.

Fernández também disse que o projeto argentino contempla “fomentar o investimento não cobrando rapidamente os impostos, mas a longo prazo, para que esse dinheiro seja destinado a capital de trabalho e bens de capital”.

Uma das metas da política industrial brasileira é elevar o investimento direto na economia de 17,6% para 21% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), em 2010.

Para o deputado argentino, o objetivo é “muito ambicioso”. Mas ele ressaltou que as ações anunciadas “servirão para evitar que muitas empresas brasileiras que estavam pensando em sair do país por causa do câmbio, e que, de fato, já fizeram isso, reavaliem essa decisão”.

O projeto de lei de investimentos para as pequenas e médias empresas na Argentina tem como objetivo principal aumentar a produção, para que a oferta também cresça, segundo o parlamentar. Sobre a visão brasileira, de fazer um plano para 15 anos, Fernández afirmou que isso também poderia ser pensado para o país vizinho.

Segundo ele, o seu país começou recentemente a solidificar a posição econômica, "mas temos que ter uma visão não inferior a 10 anos".


 


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