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Brasília - Caso o governo federal
e o movimento sindical não cheguem a um acordo em relação
à proposta de redução da jornada de trabalho de
44 para 40 horas semanais, a greve em diversos setores não
está descartada. O alerta é do presidente da
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de
Crédito (Contec), Lourenço Ferreira do Prado.
“Sempre fazemos votos
que não haja greve, mas greve você não pode
controlar. Ela vem. Fazemos força para que seja uma campanha
salarial sem greve, porque a greve dá muito trabalho para nós
e muito problema para todo mundo, inclusive para a sociedade. Esse
ano, pode ser que não aconteça greve, mas é uma
coisa que nunca se pode descartar”, disse.
Ao participar hoje (13)
do segundo dia de debates no Fórum Sindical dos Trabalhadores,
em Brasília, Prado disse que as greves acontecem “porque os
patrões não têm a sensibilidade para atender a
reivindicação de seus trabalhadores”.
Ele é de opinião
que a redução da jornada vai ampliar o mercado de
trabalho, com abertura de novos vagas de emprego.
“Um dos motivos
fundamentais desse evento é ter um apoio forte e em nível
nacional para aprovar essa PEC e reduzir de 44 horas a jornada
semanal de trabalho para 40 horas. Tivemos, no passado, 48 horas.
Passamos para 44 horas na Constituição de 1988 e agora
queremos que reduza um pouco mais, em 10%”, disse.
De acordo com o
sindicalista, trabalhadores com jornada de trabalho inferior a 44
horas também serão beneficiados com redução
de cerca de uma hora de serviço diário. Bancários,
por exemplo, que já têm uma jornada de seis horas por
dia e 30 horas para o semana, passariam a trabalhar cinco horas por
dia e 25 horas semanais, explicou Prado.
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