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13 de Maio de 2008 - 15h37 - Última modificação em 13 de Maio de 2008 - 16h04


Áustria defende criação de organização mundial para regular comércio e finanças

Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O primeiro-ministro da Áustria, Alfred Gusembauer, defendeu a criação de uma organização mundial de comércio e finanças para regular as relações comerciais e financeiras internacionais. O mecanismo, segundo Gusembauer, daria mais tranqüilidade à comunidade internacional.

A proposta foi apresentada durante almoço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta terça-feira (13), no Itamaraty. Uma sugestão semelhante havia sido apresentada pelo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, em telefonema ao presidente Lula, em agosto do ano passado.

"Não é possível que alguns especuladores tenham enormes lucros e que as populações no mundo tenham que carregar as conseqüências de um colapso. Isso não é justo e não é sustentável do ponto de vista econômico", ponderou Gusembauer.

"O Brasil está bem armado para enfrentar a crise e é preciso se pensar para encontrar as causas dessa crise financeira, encontrar uma coordenação internacional para contorná-la.", completou, referindo-se à atual crise do mercado financeiro desencadeada pela quebra do sistema de crédito imobiliário norte-americano.

Gusembauer disse que compartilha a preocupação brasileira – e mundial – com a inflação dos alimentos, e assegurou que o tema está sendo amplamente discutido em seu país. Ele defendeu a busca de soluções conjuntas, a partir de análises com bases científicas. Segundo o primeiro-ministro, é preciso evitar uma "bola de mobilizações emocionais ou de interesses comerciais".

O primeiro ministro austríaco também demonstrou apoio à proposta internacional de taxação das transações financeiras para o desenvolvimento, e frisou o interesse do aprofundamento das relações comerciais com o Brasil.

"A América Latina tem um futuro promissor, e o Brasil terá papel preponderante como país líder", afirmou.

O Brasil é o principal parceiro comercial da Áustria na América do Sul e o principal destino de investimentos diretos austríacos na América Latina. De 2004 a 2006 esses investimentos chegaram a US$ 120 milhões. Há cerca de 80 empresas austríacas atuando no Brasil. O intercâmbio comercial entre os dois países praticamente dobrou em 2007, saltando de US$ 610 milhões (2006) para US$ 1 bilhão.




 


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