Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
13 de Maio de 2008 - 16h51 - Última modificação em 13 de Maio de 2008 - 16h51


Trabalhadores rurais pedem zoneamento agroecológico em manifestação na Esplanada

Morillo Carvalho
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito
Marcello Casal JR/ABr
Brasília - Trabalhadores rurais, integrantes do Movimento Grito da Terra, fazem manifestação na Esplanada dos Ministérios. Eles pedem neste ano a inclusão de culturas como a mamona e o milho na produção de biocombustíveis
Brasília - Trabalhadores rurais, integrantes do Movimento Grito da Terra, fazem manifestação na Esplanada dos Ministérios. Eles pedem neste ano a inclusão de culturas como a mamona e o milho na produção de biocombustíveis
Brasília - A criação de áreas específicas para a produção de etanol (biocombustível) para que não avancem sobre aquelas destinadas à produção de alimentos é pauta prioritária do 13º Grito da Terra 2008. O movimento, liderado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), reúne cerca de 8 mil camponeses em Brasília desde ontem (12). Na manhã de hoje (13), cerca de 4 mil participaram de manifestação em frente ao Congresso Nacional.

“Temos a reivindicação de políticas públicas para atender os trabalhadores assalariados que vão perder o emprego com o avanço da mecanização da cana. Queremos que o governo faça processo de zoneamento, mapeamento e de definição legal aonde deve ficar a terra para plantar cana e aonde fica a agricultura familiar. Do jeito que está, a cana não tem fronteira”, disse o presidente da Contag, Manoel dos Santos.

Para ele, a questão ainda não preocupa o país como ocorre com os Estados Unidos, que perderam áreas destinadas à produção de alimentos para aquelas em que é produzido o álcool de milho. No entanto, ele defende a criação de políticas de planejamento para o futuro.

“Preocupa porque não temos reflexo imediato no Brasil sobre a produção de alimentos. Mas temos que pensar em políticas de curto, médio e longo prazo. Se não houver planejamento e definição de marco legal, vamos ter em pouco tempo reflexo forte. O grande foco dos produtores de álcool não tem a ver com alimento, nem sustentação de soberania alimentar. O foco está no lucro”, disse.

Outra reivindicação do Grito da Terra é a revisão dos índices de produtividade do campo (avaliação feita por técnicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - Incra - sobre áreas passíveis de desapropriação). Manoel cobra do presidente da República uma posição, já que eles continuam desatualizados – são de 1980, com base em estatísticas de 1975.

“A questão dos índices de produtividade, nós sabemos que a proposta técnica está pronta, mas não tem uma decisão do presidente. Por isso cobramos dele. Dizem que é uma questão do ministério da Agricultura, do MDA [Ministério do Desenvolvimento Agrário], mas não é nada disso. O problema é do [presidente] Lula [Luiz Inácio Lula da Silva], porque ele nomeou o ministro e pode demitir, se ele não fizer”, defende.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, admitiu em entrevista exclusiva à Agência e à TV Brasil, em janeiro deste ano, que aquele era o melhor momento para a atualização – que deve ocorrer por meio de portaria interministerial. No entanto, ela ainda não aconteceu.

A expectativa da Contag é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva receba os manifestantes amanhã (14), quando deve dar uma resposta à pauta de reivindicações, entregue a ele por Manoel dos Santos, no último dia 15 de abril.


 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina