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13 de Maio de 2008 - 09h03 - Última modificação em 13 de Maio de 2008 - 09h04


Uerj diz que desempenho de cotistas é positivo e nega conflitos por diferenças raciais

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Há cinco anos recebendo alunos negros por meio do sistema de cotas, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) faz um balanço positivo do período. Embora reconheça a falta de apoio aos cotistas, a reitoria avalia que o desempenho acadêmico das turmas continua satisfatório e nega a existência de conflitos por diferenças raciais.

Atualmente, 40% dos alunos da Uerj são cotistas. Participam do programa os alunos negros autodeclarados e aqueles que estudaram em escolas públicas. Para entrar na instituição, além de atingir um número mínimo de pontos no vestibular, eles são selecionados com base no perfil socioeconômico das famílias, que devem receber até R$ 650 por pessoa.

A subsecretária da reitoria da Uerj, Lená Medeiros, afirma que, desde que o programa foi adotado, cerca de mil alunos já se formaram em vários cursos. Ao comentar o desempenho deles, avaliado como positivo, Lená explica que as notas dos cotistas variam de acordo com o curso e a disciplina, mas que as dificuldades entre eles e os demais alunos são as mesmas.

"Um obstáculo grande que nos parece é na questão das engenharias, em que a necessidade do conhecimento de cálculo não é só uma dificuldade para os cotistas, mas para todos os estudantes", explicou. "Estamos pensando, para todos, aulas de habilidades básicas."

Para ajudar os alunos cotistas a permanecerem na universidade, a Uerj oferece uma bolsa de R$ 190 no primeiro ano de faculdade. O valor é considerado baixo pela sub-reitora e, segundo ela, a intenção é aumentá-lo.

"Estamos estudando subir para R$ 250 esse ano. Isso dependerá de negociações com o governo estadual". Nos demais anos do curso, os alunos cotistas, de acordo com a área de interesse, passam a integrar programas de pesquisas por meio do qual recebem bolsas.

Em relação a possíveis conflitos étnicos que as cotas poderiam trazer, Lená Medeiros informa que a universidade é um reflexo da sociedade, portanto, podem existir discordâncias. No entanto, não há críticas formais de racismo na universidade ou outro tipo de conflito.

A Uerj prepara para este ano um levantamento, sem data para ser concluído, sobre a situação dos alunos cotistas que já se formaram.


 


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