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13 de Maio de 2008 - 12h00 - Última modificação em 13 de Maio de 2008 - 12h00


Combate ao racismo começa na educação básica, defende especialista

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A escravidão no Brasil acabou há exatos 120 anos. No entanto, para a presidente-diretora do Instituto AMMA – Psique e Negritude, Maria Lúcia da Silva, a escravidão deixou marcas que até hoje permeiam as relações entre brancos e negros no país. E as heranças desse período, segundo ela, são “extremamente” negativas para toda a sociedade.

“O processo histórico criou imagem negativa de uns e positiva de outros. Todas as imagens pejorativas são atribuídas ao grupo negro. Isso acaba sendo um impedimento para que as pessoas possam olhar um grupo com possibilidades”, argumenta.

Para Maria Lúcia, somente um trabalho de formação nas escolas permitirá reverter o quadro de racismo que, segundo ela, ainda está presente na sociedade brasileira. “Não podemos negar o papel extremamente importante da educação no processo de construção das identidades, da formação e do desenvolvimento do sujeito. Se a escola muda, com certeza, as novas gerações terão outras imagens sobre uns e outros. O processo educativo é extremamente importante para mudar a forma de reconhecer o outro”, afirma.

De acordo com a presidente-diretora do Instituto AMMA, a Lei n.º10.639/03 é um grande avanço no sentido de levar às escolas um outro lado da história dos povos negros no Brasil. A norma estabelece as diretrizes e bases da educação nacional para incluir no currículo oficial da rede pública de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira. “É uma ação que está acontecendo e precisa ser ampliada. Outra forma para acabar com o racismo é o movimento negro continuar denunciando as situações precárias que a população negra vive”, concluiu.

 


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