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Roosewelt Pinheiro/ABr
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Boa Vista (RR) - O coordenador geral do Conselho Indígena de Roraima, Dionito José de Souza, responsabiliza os arrozeiros pelo clima de tensão no estado
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Boa Vista - (RR) - Líderes do Conselho Indígena de Roraima (CIR) afirmaram hoje (13) que encaram com tranqüilidade o atraso em alguns dias ou semanas do
julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) de ações que contestam a demarcação da Terra Indígena
Raposa Serra do Sol.
Ontem (12), o ministro relator Carlos Ayres Britto,
adiou a conclusão do seu voto para analisar novas informações anexadas
ao processo pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e pelo governo do estado de Roraima.
“Se demorar 30 anos [a decisão do STF], vamos esperar, porque
estamos na nossa casa. O ministro pode demorar, mas tem que decidir
manter a reserva em área contínua. Os invasores é que estão
preocupados”, afirmou o coordenador geral do CIR, Dionito José de
Souza.
A promessa do CIR é de que as comunidades vão aguardar em paz a
decisão judicial. A direção da entidade aponta os arrozeiros como
responsáveis pelo clima de tensão no estado.
“Luto pela minha terra,
mas não estou na cadeia nem fui atirar em arrozeiro. Cabe à PF [Polícia Federal] manter
a ordem”, disse Dionito em alusão ao líder dos produtores, Paulo César
Quartiero, preso em Brasília depois que funcionários de sua fazenda atiraram
contra índios que construíam barracas nos limites da Fazenda Depósito.
Segundo Dionito, os índios já foram orientados a construírem
barracos apenas “fora da cerca de Quartiero” até que o STF decida a
questão.
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