Na manhã de
hoje (12), os ministros do Trabalho, Previdência e Saúde
assinaram portaria que cria a Comissão Tripartite de Saúde
e Segurança no Trabalho, cujo principal objetivo é
reduzir os altos índices de acidente no Brasil. Mas
irregularidades que comprometem a segurança dos trabalhadores
podem ser constatadas no próprio prédio do Ministério
do Trabalho, Emprego e Previdência Social.
Um andaime que está
sendo utilizado para uma obra na fachada do prédio está
fora das normas, denunciam Laércio Fernandes Vicente, do
Sindicato da Construção Civil de São Paulo e
técnico de segurança do trabalho da Força
Sindical, e João Barbosa de Arruda, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Distrito Federal. O principal problema são as cordas para conexão
do cinto utilizado pelos operários que, segundo Laércio,
estão fora do padrão.
“Nós temos uma
exigência da NR 18 [Norma Reguladora número 18, que trata das condições de trabalho na indústria da construção] dizendo que os cabos de segurança
para conexão do cinto pára-quedista ao trava-quedas
deve ser uma corda de cabo de fibra sintética ou de aço.
Essa corda que está sendo usada é de náilon, com
nó, falta o trava-quedas e está inadequada”. Laércio
classificou como “absurdo” encontrar uma irregularidade como essa
dentro do próprio ministério.
Quando não há
o trava-quedas, Laércio explicou que durante a movimentação
vertical o funcionário precisa retirar o cinto de um nó
para depois conectar no outro. “Se houver a ruptura de um andaime
ele [operário] cai também no momento em que faz
a transferência de um nó para outro. Enquanto ele
estiver no andaime suspenso a conexão do cabo de vida tem que
ser permanente”, afirmou.
Segundo a assessoria de
imprensa do Ministério do Trabalho, a Subsecretaria de
Planejamento, Orçamento e Administração
confirmou que a obra no prédio dos Ministérios do
Trabalho e da Previdência foi vistoriada e liberada pelo governo do Distrito Federal,
Corpo de Bombeiros e Superintendência Regional do Trabalho.
A assessoria de imprensa do Ministério da Previdência afirmou que a denúncia não procede porque a obra foi liberada pelos órgãos competentes e está sendo acompanhada pelo setor de engenharia do Ministério da Previdência.