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Brasília - O presidente da Força
Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o
Paulinho, afirmou hoje (13) que os trabalhadores podem ficar
tranqüilos que seus direitos estão garantidos. De acordo
com Paulinho, não há a possibilidade de extinção
do 13º salário ou do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço (FGTS) pelo governo federal.
“Os trabalhadores
podem ficar tranqüilos. Viviam tentando mexer neles, mas a
unidade [do movimento sindical] deu força de negociação
no Congresso Nacional. Hoje, não se tem um parlamentar no
Brasil com coragem de propor mexer no 13º salário. Ele
seria crucificado nas ruas pelos trabalhadores”, disse ao
participar do segundo dia de debates do Fórum Sindical dos
Trabalhadores.
Paulinho defendeu uma
pressão dos movimentos sindicais no Congresso Nacional para
que sejam aprovados três projetos: a Convenção
151, que garante a negociação coletiva dos
trabalhadores do setor público; a Convenção 158,
que garante o emprego dos trabalhadores do setor privado; e a
redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40
horas semanais.
Segundo o sindicalista,
cerca de 2 milhões de novos postos de emprego seriam criados
com a proposta de redução da jornada de trabalho.
“Para isso, precisa
da unidade dos trabalhadores e de ir para cima do Congresso Nacional
para tentar aprovar, ainda esse ano, essas três questões”,
defendeu.
Ele prevê uma
“uma grande negociação” com o Congresso Nacional
para colocar os temas na pauta do dia dos parlamentares.
Paulinho quer que o
governo federal reduza os impostos e a jornada de trabalho. O custo
dessa redução, inicialmente, segundo o parlamentar,
seria pago pelo próprio governo.
“Em seguida, milhares
ou milhões de pessoas vão trabalhar e vão pagar
impostos para o governo, e portanto o governo arrecadaria de volta. A
gente deve iniciar essa negociação nos próximos
dias, para chegar com mais facilidade no Congresso Nacional”.
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