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13 de Maio de 2008 - 19h51 - Última modificação em 14 de Maio de 2008 - 10h26


Em carta demissionária, Marina Silva alegou dificuldades em prosseguir com agenda ambiental

Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pediu demissão hoje (13) alegando dificuldades enfrentadas "há algum tempo" para continuar implementando a agenda ambiental em nível federal.

O pedido de demissão foi feito por carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e entregue ao chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho. A íntegra do documento foi divulgada há pouco pelo Palácio do Planalto.

"Essa difícil decisão, sr. presidente, decorre das dificuldades que tenho enfrentado há algum tempo para dar prosseguimento à agenda ambiental federal", diz a minista, deixando claro que sua saída tem caráter "pessoal e irrevogável".

Marina não fornece detalhes sobre as dificuldades que cita. Mas dá a entender que não tem respaldo político. "As difíceis tarefas que o governo ainda tem pela frente sinalizam que é necessária a reconstrução da sustentação política para a agenda ambiental", diz, frisando que, em alguns momentos, só foi possível avançar devido ao envolvimento "direto e pessoal" do presidente Lula.

Marina também agradece a oportunidade de ter feito parte da equipe de governo do presidente Lula. E faz um curto balanço sobre os cinco anos e meio em que ficou à frente da pasta. "Tenho o sentimento de estar fechando um ciclo cujos resultados foram significativos, apesar das dificuldades", diz Marina, defendendo a maior articulação do ministério com o Congresso Nacional.

Segundo ela, o apoio político é fundamental para consolidar o que já foi feito e para continuar a política ambiental. "Deixo seu governo com a consciência tranqüila e certa de, nesses anos de profícuo relacionamento, termos feito algo de relevante para o Brasil", conclui a ministra.



 


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