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13 de Maio de 2008 - 11h38 - Última modificação em 13 de Maio de 2008 - 11h40


Médicos afirmam que ajuda em Mianmar ainda é insuficiente

Da Agência Brasil


 
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Brasília - Mesmo após um avião de carga ter pousado na maior cidade de Mianmar – atingida pelo ciclone Nargis em 2 de maio – para levar mantimentos à população, o país ainda precisa de ajuda. É o que afirma o diretor-executivo da organização-não governamental Médicos sem Fronteiras (MSF), Erik Stobbarts.

De acordo com Stobbarts, a organização tem a vantagem de já trabalhar na área há mais de 10 anos. O que, segundo ele, facilitou a permanência nas áreas afetadas. "Estávamos envolvidos no combate à malária e à tuberculose. Pudemos chegar e agir imediatamente. Somos uma das poucas organizações presentes nos vilarejos destruídos. Falta mais apoio do governo para liberar a entrada de mais médicos e mais mantimentos”, contestou.

No último sábado (10), um avião com 40 toneladas de equipamentos de saneamento, itens emergenciais, medicamentos, água e alimentos terapêuticos, ricos em nutrientes, pousou na cidade de Yangoun. Stobbarts disse que a maioria dos vilarejos do local está com 90% das casas totalmente destruídas.

A equipe dos Médicos Sem Fronteira atua no país com 12 equipes médicas. São grupos móveis que vão a cada vilarejo em busca de pessoas machucadas. A maioria dos pacientes têm ferimentos leves, porém alguns estão infectados, com febre e  com diarréia. O diretor-executivo da instituição alerta para anecessidade de mais ajuda, por parte do governo de Mianmar.

“Estamos à espera da autorização para a entrada de equipes suplementares. [Neste momento] são poucos médicos para centenas de milhares de pessoas afetadas. Os Médicos Sem Fronteira têm equipes em vários países esperando por vistos e vários outros aviões de carga prontos para partir nos próximos dias.”

A vice-diretora de operações dos MSF no país, Juli Niebuhr, disse que a intervenção está sendo realizada com dificuldades para fazer o transporte dos medicamentos. “Usamos um caminhão para  levar os suprimentos até o ponto onde é possível. A partir deste ponto, os suprimentos são transportados em barco pequeno e, quando possível, até mesmo com motos. As pessoas estão espalhadas e não é fácil chegar a elas”, relata.

A tevê estatal de Mianmar informou que chegou a 28.458 o número oficial de mortos pelo ciclone Nargis e que outras 33,5 mil pessoas estariam desaparecidas. Ao todo, a organização tem 43 médicos internacionais e conta com a ajuda de 1,2 mil pessoas de Mianmar para fazer os atendimentos nos vilarejos.



 


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