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Brasília - O deputado Paulo
Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, entregou hoje (15) sua defesa
previa ao corregedor da Câmara, deputado Inocêncio
Oliveira (PR-PE), relativa à denúncia de envolvimento em um esquema de fraudes
em empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES).
No documento, Paulinho
afirma que não há nenhuma prova na qual possa se
afirmar que tenha envolvimento com o caso.
"Conspurcou-se sua
reputação com a suspeita de que tenha influenciado na
liberação de financiamentos, mas não se indicou,
em concreto, uma única conduta pessoal que pudesse
respaldá-la. Nem mesmo uma mera – e, como de costume em
operações policiais análogas –
descontextualizada conversa telefônica com ele ou por ele
supostamente mantida sobre tal assunto", diz o documento.
O documento afirma que
as conversas telefônicas interceptadas pela Polícia
Federal, na Operação Santa Tereza, que desmascarou as
fraudes no BNDES, são "interpretações
subjetivas de diálogos telefônicos entre terceiros".
O documento diz ainda que não há transcrições
oficiais nem integrais que "concreta e objetivamente aptas a
retratar o seu real envolvimento".
Em relação
ao fato de que um dos envolvidos no esquema de fraudes, João
Pedro de Moura, acusado pela Polícia Federal de ser um dos
operadores do esquema, tenha sido seu assessor, Paulo Pereira afirma
que ele não é um de seus assessores e também
nunca trabalhou no seu gabinete.
O deputado Paulo
Pereira pede que as investigações sejam arquivadas pelo
corregedor.
"Não há
base empírica nenhuma juridicamente idônea ao seguimento
do procedimento parlamentar vertente, impondo-se, pois o seu imediato
arquivamento".
O corregedor Inocêncio
Oliveira ( PR-PE) informou que aguardará o envio de documentos
pedidos à Procuradoria-Geral da República da para tomar
uma decisão.
"Acredito que se
os documentos que nós pedimos ao procurador da República,
Antonio Fernando de Souza, caso ele nos envie essa semana, acho que
já na próxima semana poderemos ter [uma decisão].
Agora, depende muito dessas informações, porque são
informações oficiais e eu tenho que me basear em
informações oficiais", disse Inocêncio
Oliveira.
Ele disse que se ficar
comprovado pelo Ministério Público Federal que as
denúncias têm fundamento, o caso poderá seguir
para o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
"Rapidamente faço
a representação, levo à Mesa [Diretoria da
Câmara], que aprova e manda direto [ao Conselho de
Ética] para que se faça o processo de perda de
mandato", explicou.
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