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Brasília - Para aumentar a oferta
de trigo no mercado, reduzir o preço do produto e de derivados
como farinha e pão francês, além de frear o
ritmo da inflação, o governo anunciou três medidas para beneficiar o
setor. Elas serão implementadas através de medida provisória.
Depois de reunir-se
hoje (14), por três horas, com representantes dos setores
agrícola e industrial e com o ministro da Agricultura,
Reinhold Stephanes, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a
suspensão do Programa de Integração
Social e Contribuição para Financiamento da Seguridade
Social (PIS/Cofins), até dezembro, para o trigo, a farinha e o pão
francês; a suspensão do adicional de frete para o Fundo
de Renovação da Marinha Mercante, que hoje representa
25% do custo do transporte do trigo importado; e a ampliação
do prazo, até 31 de agosto, para o benefício da tarifa
zero na importação do trigo.
“As medidas visam a
conter a alta de preços do trigo e também a reverter a
situação de estoques baixos, além de evitar que o pãozinho volte a provocar alta da inflação", disse Mantega.
A inflação
medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA) ficou em 0,55% no mês passado, mais que o dobro do registrado
em abril de 2007, quando foi de 0,25%. No ano, o IPCA,
que mede a inflação oficial do país, acumula
2,08%. Já em março, o índice mostrava sinais de
alta, quando ficou em 0,48%.
O motivo, segundo o Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), que registra o IPCA, foram
os preços dos alimentos que subiram 0,28 ponto percentual em
abril. O pão francês,
por exemplo, ficou 7,33% mais caro no mês passado e outros
derivados de trigo também tiveram os preços majorados.
Segundo o ministro da
Fazenda, a suspensão da cobrança do PIS/Cofins
representará uma renúncia fiscal de R$ 500 milhões.
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