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Lima (Peru) - Os países da
América Latina pedirão aos países da União
Européia na 5ª Cúpula América
Latina, Caribe e União Européia, que acontece até
sábado, em Lima, no Peru, ênfase na observância dos direitos
humanos dos imigrantes
A diretora do
Departamento da Europa, do Ministério das Relações
Exteriores do Brasil, embaixadora Maria Edileuza Fontenele, disse que
o tratamento dados às pessoas com documentos irregulares é
um dos pontos que merece reflexão.
“É equivocado
o entendimento de que uma pessoa indocumentada seja considerada uma
pessoa que está em uma situação de ilegalidade.
Não entendemos assim, nenhum estrangeiro no Brasil que esteja
em situação irregular perante a imigração
é considerado um criminoso por essa razão”, disse.
Outro item que também
integrará o documento final da cúpula, de acordo com a
embaixadora, é o compromisso de negociar reduções
no custo das remessas de dinheiro que os migrantes latino- americanos
que vivem na União Européia fazem a seus países
de origem.
“As duas partes [a
latina e a européia] estão se comprometendo, até
o momento, a trabalhar no sentido de facilitar as remessas”, disse.
Em 2007, a América
Latina e o Caribe receberam US$ 66,5 bilhões de remessas de
seus emigrantes espalhados pelo mundo, segundo estudo do Banco
Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os dois principais
destinatários são o Brasil e o México.
De acordo com os dados
do BID, é da Espanha que vem a segunda maior fonte de remessas
para a América Latina, superada apenas pelos Estados Unidos.
Na área
ambiental, que compõe um dos eixos centrais de discussão
na cúpula, Maria Edileuza adiantou que a União Européia
deve propor a criação de um foro voltado para ações
na área de combate as mudanças climáticas, o
EuroClima.
“Essa idéia
ainda está em evolução e poderá ser
criada no contexto da reunião de Lima”, disse.
Há também
a intenção da Espanha de criar a Fundação
EuroLac, um mecanismo voltado para a promoção de ações
nas áreas cultural e de desenvolvimento da região, com
intercâmbio acadêmico.
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