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14 de Maio de 2008 - 20h19 - Última modificação em 14 de Maio de 2008 - 20h19


Principal desafio no MMA vai continuar sendo a Amazônia, avalia instituto

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A Amazônia deve continuar sendo um dos maiores desafios para a pasta do Meio Ambiente que terá Carlos Minc - atualmente secretário do Ambiente do Rio de Janeiro - como ministro. Na opinião do pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Adalberto Veríssimo, apesar de ser respeitado como defensor do meio ambiente e da sustentabilidade e de ter feito um bom trabalho no estado do Rio de Janeiro, Minc não está envolvido ou pelo menos acompanhando de perto a questão amazônica, o que pode dificultar o seu trabalho.

“Ele vai pegar o tema da Amazônia, que é um desafio enorme e em que a ministra Marina [Silva], que era uma pessoa da região e tinha todo o lastro de apoio, teve dificuldade, então eu imagino que vai ser uma gestão muito desafiadora para Carlos Minc”, afirmou Veríssimo, em entrevista à Agência Brasil.

No entanto, mais do que o nome de quem vai assumir o Ministério do Meio Ambiente (MMA) no lugar de Marina Silva, que pediu demissão ontem (13), Adalberto Veríssimo acredita que o desafio será o de colocar a Amazônia e o meio ambiente, de forma geral, como uma prioridade dentro do governo federal.

“Esse é o desafio do Carlos Minc: tornar esse desafio prioridade para o presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva], para o núcleo duro do governo, que realmente entenda que a Amazônia precisa encontrar uma solução econômica, uma maneira de desenvolver uma economia com base na floresta, que seja o contraponto ao desmatamento crescente que a região vem enfrentando”, disse.

O pesquisador acredita que, assim como Marina, Carlos Minc também deve encontrar muita resistência dentro do governo para conseguir resolver o problema do desmatamento e do crescimento sustentável da Região Norte do país. “Se ele realmente assumir a bandeira que se espera, de forma veemente, vai encontrar muita resistência, do Ministério da Agricultura, da Casa Civil, do Ministério de Minas e Energia”, argumentou Veríssimo.

“Vamos torcer para que Minc consiga esse apoio político, a ministra saiu porque não o estava encontrando, e que ele consiga montar uma equipe dentro do ministério de gente que conhece a Amazônia, que sabe lidar com a Amazônia, o que também não vai ser fácil, porque muita gente, que estava na equipe da Marina, está saindo”, disse o pesquisador.

 


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