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Brasília - O ministro da Justiça,
Tarso Genro, disse hoje (14), na Comissão de Relações
Exteriores, que a posição do ministério de determinar a saída dos arrozeiros
da Terra Indígena Raposa Serra do Sol não é
apaixonada politicamente. Segundo ele, será respeitada a
decisão do STF, que deve se pronunciar sobre a demarcação da
área nos próximos 20
dias.
“Nossa posição
não está vinculada a nenhuma pretensão de
organizações não-governamentais, não
descumpriu nenhuma ordem judicial e tem determinação
para contribuir com a soberania nacional.”
De acordo com o
ministro, existem duas legitimidades em confronto, mas os índios
possuem a titularidade definitiva, enquanto os arrozeiros detêm a posse
precária da terra. Para Tarso, “o que está em
discussão não é só a terra Raposa Serra
do Sol mas também todo o engendramento legal, constitucional. É
toda uma tradição da política indigenista
brasileira.”
Tarso afirma que muitas
famílias, ocupantes da Terra Indígena Raposa Serra do
Sol, vivem da agricultura de subsistência, porém também
há grileiros, traficantes e grupos violentos no local.
“Acredito que a maioria das pessoas que ocupam o território indígena, não o de Roraima, estão lá de
boa-fé e isso não nos constrange dizer que o direito
[de permanência] é dos povos originários, a
partir de uma demarcação feita de maneira legal”,
salientou.
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