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14 de Maio de 2008 - 16h08 - Última modificação em 14 de Maio de 2008 - 17h21


Ministro e governador dizem que decisão do STF sobre terra indígena será respeitada

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

 
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José Cruz/ABr
Brasília - Deputado Ivan Valente (PSOL-SP) aparta discussão entre seguranças e indígena que jogou água no deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) durante audiência pública na Câmara sobre demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol
Brasília - Deputado Ivan Valente (PSOL-SP) aparta discussão entre seguranças e indígena que jogou água no deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) durante audiência pública na Câmara sobre demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol
Brasília - O ministro da Justiça, Tarso Genro, e o governador de Roraima, José Anchieta Júnior, concordam que, neste momento, é importante pensar nas conseqüências da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

"Seja qual for a decisão do Supremo, precisamos nos armar para a executá-la", disse o ministro, que participou hoje (14) de uma audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir a situação da terra indígena.

O governador de Roraima também garantiu que a decisão da Suprema Corte "será respeitada". "A situação agora está calma. As partes aguardam a decisão do Supremo".

No fim da audiência, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e o ministro Tarso Genro trocaram ofensas. Bolsonaro chamou o ministro de "mentiroso" e "terrorista" em alusão às práticas de resistência utilizadas durante a ditadura militar. Em resposta, Tarso disse que o deputado é fascista. Durante a discussão, um índio que assistia à audiência jogou água no deputado.

"O Bolsonaro pensa que ainda estamos na ditadura militar, quando bastava ele arregalar os olhos e levantar a voz. Mas isso não me intimidava naquela época e não me intimida hoje", disse Tarso ao sair da audiência.


Reportagem ampliada.
 


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