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14 de Maio de 2008 - 18h00 - Última modificação em 14 de Maio de 2008 - 18h00


Presidente do Banco do Brasil nega envio de informações incompletas à CPI dos cartões

Jorge Wamburg
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente do Banco do Brasil (BB), Antônio Francisco Lima Neto, desmentiu hoje (14) as acusações de que a instituição enviou dados incompletos à CPI mista que investiga os gastos com cartões corporativos. Antes de se reunir com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, Lima Neto negou que o banco tenha manipulado informações.

Segundo o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), as informações que chegaram à comissão são diferentes das encaminhadas às auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU). A oposição chegou a pedir a convocação de Lima Neto, mas o requerimento foi rejeitado ontem (13) pela CPMI.

De acordo com o presidente do BB, existem divergências nas informações porque os pedidos foram feitos em momentos distintos. “Primeiro, os dados foram enviados ao TCU, mas posteriormente houve uma mudança de cadastramento de alguns desses cartões e os dados que a CPI foram enviados dentro de uma nova realidade”, alegou.

O presidente do BB disse que a questão já foi esclarecida com os parlamentares. “Isso foi muito bem explicado. Estivemos com os membros da CPI e acredito que a questão está equacionada”, alegou. “Não é da história do Banco do Brasil nem propósito da atual direção fazer qualquer tipo de manipulação com dados”, declarou.

Sobre o crescimento de quase 100% no lucro líquido do Banco do Brasil (BB) no primeiro trimestre de 2008 em relação ao último trimestre do ano passado, Lima neto disse que o resultado foi provocado principalmente por reformulações que aumentaram a eficiência da instituição

De janeiro a março deste ano, o BB apresentou lucro líquido de R$ 2,3 bilhões. O resultado foi 66,6% superior ao do mesmo período do ano passado, segundo relatório divulgado hoje (14) pela instituição. Na comparação com o último trimestre do ano passado, o aumento foi de 92,9%.

Pouco antes de começar a reunião com o ministro, Lima Neto ressaltou que essa não é a primeira vez que o banco supera o desempenho dos bancos privados. Ele lembrou que, em 2006, o lucro do BB ultrapassou R$ 6 bilhões.

Segundo Lima Neto, a adoção de medidas para aumentar a produtividade e as receitas do banco provocaram impacto negativo no lucro do ano passado. O aumento do lucro, ressaltou, significa que  as reformulações começaram a produzir conseqüências positivas: “As medidas contaminaram, de certa forma, o lucro do ano passado, mas em 2008 começamos vida nova e elas começaram a surtir efeito”.

Lima Neto disse que não é possível prever se o Banco do Brasil continuará a superar os bancos privados, mas o que o BB pretende ter uma trajetória crescente de resultado. “Nosso compromisso é crescer”, afirmou.

 


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