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Brasília - A Câmara
dos Deputados aprovou na noite de hoje (14) oito projetos de lei
que tratam de segurança pública que, se sancionados, vão alterar o Código
Penal e o Código de Processo Penal. Dos projetos
aprovados, seis serão encaminhados à deliberação
do Senado e dois vão direto à sanção
presidencial.
Os projetos aprovados são: o
que prevê o uso de equipamento de rastreamento eletrônico
do condenado em regime semi-aberto; o que trata do Tribunal do
Júri, acabando com o protesto por novo júri, quando a sentença
condenatória for superior a 20 anos; o que diminui o tempo de
debate destinado à acusação e à defesa, passando de duas horas para uma hora e meia. A réplica e a
tréplica, no entanto, vão ter o tempo aumentado.
Também foram aprovados os
projetos que tipificam o crime de sequestro-relâmpago, com penas
mais rígidas para a extorsão no caso de restrição
da liberdade da vítima ou se a ação resultar em lesão corporal
ou morte; e o que trata do seqüestro de bens imóveis do
indiciado ou acusado. Esse projeto moderniza o Código de
Processo Penal e facilita a retenção dos bens, porque
hoje é preciso provar que o bem é fruto de crime para
que sejam sequestrado pela justiça.
Outro projeto aprovado pela Câmara
aperfeiçoa as exigências legais das provas apresentadas
nos processos, reduz de dois para um a necessidade de perito para os exames de corpo
de delito e outras perícias, ajudando a dar rapidez nas decisões judiciais. Os deputados também aprovaram o projeto que
tipifica como crime o ingresso, a facilitação de
entrada e o uso de celular ou outro equipamento de comunicação
nos presídios, com pena de três meses a um ano.
Aprovado ainda o projeto que determina que o juiz, ao decretar uma pena, leve em conta
se o infrator cometeu infração semelhante quando era
menor. Nesse caso, a pena será aumentada. Nesse caso, se o réu voltar a cometer
infração semelhante após a maioridade perderá
a condição de réu primário.
Na última votação
da noite, os deputados aprovaram projeto que tipifica como crime todo
tipo de violência sexual contra mulheres e homens. Atualmente,
só é considerado crime o estupro de mulheres com sexo
vaginal. De acordo com o deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), pela
proposta serão considerados crimes toda violência
sexual.
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