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Brasília - A
experiência do novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, à
frente da secretária estadual do Ambiente do Rio de Janeiro,
“estado que tem problemas ambientais urbanos muito sérios”
pode se refletir na definição das prioridades da nova
gestão e incluir os desafios ambientais das grandes cidades na
pauta central do ministério, na avaliação
da secretária-geral do WWF Brasil, Denise Hamú.
Minc foi confirmado hoje (14) como novo ministro da pasta, depois do pedido de demissão de Marina Silva.
“O nome
é muito bem recebido pelo WWF Brasil, Minc é uma pessoa
respeitadíssima, tem lidado com essa agenda de questões
urbanas e meio ambiente como poucos secretários [estaduais].
Ele pode dar um equilíbrio, trazer esse lado urbano mais para
o centro da agenda, muito embora ele tenha desafios enormes como o
desmatamento da Amazônia e as questões do agronegócio
e do avanço da fronteira agrícola”, listou Hamú
em entrevista à Agência Brasil.
Em
relação ao trânsito do novo ministro com setores
como o de produção de soja, Hamú acredita que Minc tem “boas
credenciais” para dialogar e alcançar bons resultados.
“Sempre vai haver uma tensão natural de interesses, de modus
operandi, mas acredito que ele já demonstrou ser um hábil
negociador. E acho que é pré-requisito para qualquer
pessoa que venha trabalhar na área ambiental uma disposição
para o diálogo, com todos os setores da sociedade”, apontou.
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