Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
14 de Maio de 2008 - 18h29 - Última modificação em 14 de Maio de 2008 - 18h29


Pequenas empresas terão linha de crédito para atuar no mercado europeu

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

Rio de Janeiro - As pequenas empresas dos setores de calçados, móveis, cosméticos, frutas processadas e metal-mecânico apresentam maiores possibilidades de internacionalização imediata, dentro do Programa de Apoio à Inserção Internacional das Pequenas e Médias Empresas Brasileiras (PAIIPME), firmado pelo país com a União Européia.

Esses setores vêm ganhando espaço no mercado interno e mostram chances de partir para uma atuação no mercado europeu, de acordo com avaliação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O PAIIPME é executado pela ABDI,  o órgão gestor da nova política de desenvolvimento produtivo brasileiro, anunciada esta semana pelo governo federal.

A avaliação sobre o potencial desses setores foi feita pelo gerente da Área de Projetos da ABDI, Geraldo Nunes, coordenador do PAIIPME. Ele esclareceu hoje (14) que não há, contudo, nenhum impedimento para que empresas de outros setores econômicos venham a participar desse processo. “Em princípio, qualquer setor pode participar”, afirmou. No momento, apenas grandes empresas, como a mineradora Vale, a Petrobrás, a Embraer, possuem atuação no exterior, através, inclusive, da criação de subsidiárias internacionais.

Nunes deixou claro, porém, que o conceito de internacionalização é mais amplo do que exportar. “O conceito de internacionalização envolve não só exportar. Mas também, até, importar, fazer acordos de parcerias com empresas européias para vender para terceiros mercados, para fornecimento de produtos e compra de tecnologia. É um processo mais amplo”, disse.

O objetivo do PAIIPME é justamente “dar um impulso na internacionalização, começando pela União Européia”, destacou. Segundo ele, para isso deverão ser assinados acordos entre pequenas e médias companhias brasileiras e européias e haverá troca de experiências.

O gerente da ABDI lembrou que, em termos de exportação, os números disponíveis indicam que 51% do total de empresas brasileiras exportadoras são de micro e pequeno portes e 26% de médias empresas. Em relação à internacionalização, não há dados referentes à participação de PMEs nesse processo.

O PAIIPME é um programa de cooperação entre o Brasil e a União Européia criado em 2005. Por razões de ordem burocrática, entretanto, os editais somente estão sendo lançados neste ano. O primeiro deles, com valor máximo de R$ 5 milhões, por um ano e quatro meses de contrato, receberá propostas até o dia 6 de junho próximo. O edital visa à contratação de serviços técnicos especializados e apoio ao programa.

Nunes explicou que esse edital compreende a realização de estudos de mercado, formação e capacitação de pessoal e intercâmbio de experiências entre instituições brasileiras e européias na área de internacionalização de empresas de pequeno porte. Esses serviços vão contemplar entidades promotoras da internacionalização, como o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Agência de Promoção de Exportações (APEX Brasil), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), entre outras. “Esse edital de serviços é para uma preparação ao programa”, observou.

Até o final do mês, outros dois editais serão lançados pela ABDI. Um deles, com valor de cerca de R$ 18 milhões, financiará projetos específicos de internacionalização de pequenas e médias empresas nacionais. Nunes esclareceu que esse edital de subvenções prevê contrapartida brasileira de 50%.

O terceiro edital visa a compra de equipamentos para o Ministério da Agricultura (MAPA), o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O objetivo é dotar esses órgãos de instrumentos de certificação modernos para atender à legislação internacional.  

“É compra de equipamentos mais sofisticados para reforçar a nossa capacidade de análise e até de certificação de produtos”. Geraldo Nunes destacou que existe hoje, no mercado externo, uma série de barreiras a determinados produtos, cujo exame é feito até agora somente em laboratórios na Europa. “Então, nós estamos nos capacitando para isso também, além do que já temos de capacidade instalada”, informou.

Os contratos referentes aos editais começarão a vigorar no segundo semestre deste ano. A ABDI tem como missão promover o desenvolvimento industrial e tecnológico brasileiro através do aumento da competitividade e da inovação.






 

 

 

.




 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina