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15 de Maio de 2008 - 18h20 - Última modificação em 15 de Maio de 2008 - 21h39


Senador diz que pressão sobre José Aparecido será grande para que não fique calado

Marcos Chagas e Roberta Lopes
Repórteres da Agência Brasil

 
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Brasília - O líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES), disse hoje (15) que não acredita que o ex-assessor de Controle Interno da Casa Civil da Presidência da República José Aparecido Nunes fique calado durante seu depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos.

Hoje, José Aparecido, apontado como um dos responsáveis pelo vazamento de informações sobre gastos de ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com cartões corporativos, teve um habeas corpus negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no qual pedia a garantia de não ser preso durante seu depoimento.

"Ele terá muita dificuldade de ficar calado, porque o nível de pressão e exigência tanto dos parlamentares presentes na CPI quanto da sociedade que acompanha é muito forte, e ele terá que dizer o que aconteceu", afirmou.

De acordo com o senador, caso José Aparecido tente blindar alguém da Casa Civil, como a ministra Dilma Rousseff, ou a secretária executiva Erenice Guerra, o ex-assessor poderá cair em contradição. "Se ele quiser [blindar], ele vai cair em contradição, e pode ficar numa posição de fragilidade", disse.

Já o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) diz não esperar que o depoimento de José Aparecido revele alguma novidade para a CPI, porque irá à comissão na qualidade de convocado e a legislação assegura o direito de ficar calado para que não seja incriminado.

Dias disse que a oposição fará "uma interpretação rigorosa" dos fatos que serão apresentados por José Aparecido, e a base aliada "vai procurar ser condescendente com o que ocorreu no Palácio do Planalto".

André Eduardo da Silva Fernandes, acusado de ter recebido o suposto dossiê de Aparecido, é assessor de Álvaro Dias.



Atualizada para correção de informação: Álvaro Dias no lugar de Arthur Virgílio.
 


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