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Brasília - O líder do PSB
no Senado, Renato Casagrande (ES), disse hoje (15) que não
acredita que o ex-assessor de Controle
Interno da Casa Civil da Presidência da República José
Aparecido Nunes fique calado durante seu depoimento na Comissão
Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões
Corporativos.
Hoje, José
Aparecido, apontado como um dos responsáveis pelo vazamento de
informações sobre gastos de ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso com cartões corporativos, teve um habeas
corpus negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no qual pedia a
garantia de não ser preso durante seu depoimento.
"Ele terá
muita dificuldade de ficar calado, porque o nível de pressão
e exigência tanto dos parlamentares presentes na CPI quanto da
sociedade que acompanha é muito forte, e ele terá que
dizer o que aconteceu", afirmou.
De acordo com o
senador, caso José Aparecido tente blindar alguém da
Casa Civil, como a ministra Dilma Rousseff, ou a secretária
executiva Erenice Guerra, o ex-assessor poderá cair em
contradição. "Se ele quiser [blindar], ele
vai cair em contradição, e pode ficar numa posição
de fragilidade", disse.
Já o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) diz não esperar que o
depoimento de José Aparecido revele alguma novidade para a
CPI, porque irá à comissão na
qualidade de convocado e a legislação assegura o
direito de ficar calado para que não seja incriminado.
Dias disse que a oposição fará "uma interpretação
rigorosa" dos fatos que serão apresentados por José
Aparecido, e a base aliada "vai procurar ser condescendente com o
que ocorreu no Palácio do Planalto". André Eduardo da Silva
Fernandes, acusado de ter recebido o suposto dossiê de Aparecido, é assessor de Álvaro Dias.
Atualizada para correção de informação: Álvaro Dias no lugar de Arthur Virgílio.
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