O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), José Fajgenbaum, elogiou hoje (15) a iniciativa do governo de instituir o fundo soberano com os recursos do superávit primário (economia do setor público para pagar os juros da dívida) que ficarem acima da meta. Para ele é positivo que o país institua uma poupança que sirva como segurança em momentos de crise.

“O fundo soberano é uma poupança muito importante para o país, que poderá usar os recursos em situações de necessidade”, destacou o representante do FMI, que nesta tarde participou de reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Fajgenbaum afirmou ainda que o Banco Central (BC) está tomando medidas adequadas para conter a inflação ao ter elevado os juros básicos no mês passado. Ele, no entanto, evitou opinar se o BC deve continuar a reajustar a taxa Selic. "A tendência é que quaisquer medidas sejam tomadas de acordo com a necessidade, dentro de um planejamento macroeconômico", declarou.

No encontro com Mantega, Fajgenbaum felicitou o ministro  pela estabilidade da economia brasileira. O representante do FMI citou a classificação obtida pelo Brasil, por parte da agência internacional Standard & Poor's, como país confiável para receber investimentos: “Essa foi uma constatação internacional de que a economia interna do país vai bem". Fajgenbaum disse esperar que outras agências "continuem fazendo também boas avaliações sobre o país".