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15 de Maio de 2008 - 13h00 - Última modificação em 15 de Maio de 2008 - 13h17


Ex-ministra defende que país não pode retroceder no combate a crimes ambientais

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal Jr./ABr
Brasília - A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, na Agência Nacional de Águas, durante entrevista sobre sua saída do ministério
Brasília - A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, na Agência Nacional de Águas, durante entrevista sobre sua saída do ministério
Brasília - O Brasil não pode “retroceder” no processo de criminalização da cadeia produtiva que extrai madeira ilegal, afirmou a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva. “Não podemos retroceder na criminalização da cadeia produtiva das áreas embargadas e [deixar de cumprir] a resolução do Conselho Monetário Nacional”.

A resolução do conselho prevê que os municípios que não apresentarem seus planos de desenvolvimento sustentável ficarão impedidos de receber financiamentos públicos.

Para a ex-ministra, no lugar da pecuária extrativista, deve-se estimular a pecuária intensiva, “para maior produtividade e a proteção da floresta”. “É fundamental que não se mexa nas questões essencial que temos, como a lei de florestas”, argumentou.

Marina Silva ressaltou que, depois de anos de discussão, o governo conseguiu aprovar a Lei de Gestão de Florestas Públicas e defendeu que “não podemos voltar atrás”.

“Agora temos a concessões de manejo florestal, [temos que] avançar cada vez mais na certificação dos produtos para que tenham mais qualidade ambiental. O entendimento é que muito foi feito, mas temos coisas para fazer e outras que não podemos retroceder”, afirmou durante coletiva para explicar os motivos de sua saída do Ministério do Meio Ambiente.


 


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