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Brasília - Grande parte dos
esforços nesse primeiro ano do Plano de Desenvolvimento da
Educação (PDE) concentrou-se na educação
básica. A educação infantil, por exemplo,
recebeu R$ 361 milhões para a construção de 515
creches em 499 municípios. O repasse veio por meio do programa
Proinfância, que financia a expansão da rede física
de atendimento e até 2010 prevê investimento de R$
800 milhões.
O relatório
também destaca o aumento do percentual de matrículas no
novo ensino fundamental de nove anos, de 32% para 44% nesse primeiro ano. Com a mudança,
a previsão é de que aos seis anos a criança esteja
no primeiro ano do ensino fundamental, concluindo a etapa aos 14. O
Centro-Oeste registrou o maior aumento entre 2005 e 2007, com
crescimento de 244%. O relatório não
aponta grandes avanços no ensino médio, classificado
como “o elo mais frágil da educação básica”.
Para cumprir uma das
metas do PDE, a alfabetização plena de todas as
crianças até os 8 anos de idade, o MEC criou em 2008 a
Provinha Brasil. O exame já está sendo aplicado nas
próprias escolas e permitirá, em um primeiro momento,
avaliar as habilidades relativas ao processo de alfabetização dos alunos. O principal objetivo é evitar
que crianças cheguem à quarta série do ensino
fundamental sem domínio da leitura e da escrita.
Outra mudança
foi a instituição do Educacenso, sistema online que
mantém um cadastro único e centralizado de escolas da
rede pública e privada, docentes, auxiliares da educação
infantil e estudantes. A ferramenta foi utilizada pela primeira vez
em 2007 e contabilizou 53 milhões de alunos na educação
básica – 46 milhões na rede pública. Antes a
contagem era feita por escola, com 200 mil formulários
preenchidos à mão.
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