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Brasília - A estrutura de
segurança na sede da Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel) estará reforçada nesta
segunda-feira (19), como prevenção a possíveis
protestos contra o leilão da Usina Hidrelétrica de
Jirau, segundo empreendimento do Complexo do Rio Madeira, em
Rondônia.
A intenção
é evitar que se repita o que aconteceu no leilão da
Usina de Santo Antônio, quando manifestantes de duas
organizações não-governamentais promoveram um
tentativa de invasão do prédio.
“Reforçamos o
pessoal de segurança e teremos em torno de 40 pessoas para
impedir o acesso de manifestantes à recepção.
Solicitamos a proteção dos arredores pela Polícia
Militar, com rondas a partir de domingo. E as cercas também
estão mais altas”, informou o presidente da Comissão
Especial de Licitação da Aneel, Hélvio Guerra.
Os concorrentes também
estarão sujeitos à fiscalização rigorosa
durante o leilão, em regime de confinamento. Cada um dos dois
grupos de competidores ficará em salas isoladas, de 45 metros
quadrados, ocupadas mediante sorteio. Nenhum dos proponentes poderá
ter acesso à qualquer meio de comunicação
externa. Câmeras foram instaladas para que os auditores
acompanhem movimentação nas salas.
“Os grupos estarão
totalmente isolados um do outro para montarem suas estratégias
e suas propostas de preço”, disse Guerra.
A Polícia
Federal será responsável pela varredura prévia
das salas dos investidores e do prédio da Aneel. A Companhia
Energética de Brasília (CEB) e o Operador Nacional do
Sistema Elétrico estarão mobilizados para colocarem em
prática, em caso de emergência, planos de abastecimento
a que garantam fornecimento de energia no local.
A capacidade instalada
da Usina de Jirau é de 3.300 megawatts. A previsão de
início da operações é em 2.013. A
estimativa da Empresa de Pesquisa Energética é de que
obras demandem um investimento total de R$ 8,7 bilhões.
Somente o leilão envolve gastos aproximados de R$ 1 milhão.
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