A Declaração de Lima, assinada hoje (16) pelos chefes de Estado ao final da 5ª Cúpula América Latina, Caribe e União Européia, enfatiza a prioridade de integração entre os blocos econômicos da América Latina e do Caribe com a União Européia.

O texto, no entanto, não expressa posições firmes sobre temas sociais ou energéticos, como os biocombustíveis. No documento, há também recomendações nas áreas ambientais e sociais, mas sem estabelecer metas.

Um dos parágrafos trata das ações de cooperação energética relacionada a fontes de energia limpas e renováveis e apenas propõe o trabalho conjunto na conscientização sobre o impacto ambiental de sistemas não sustentáveis de consumo de energia.

Também sobre meio ambiente, há a recomendação para que as nações encontrem alternativas que viabilizem o crescimento econômico com uso menos intenso do carbono e que reduzam os mpactos das mudanças climáticas. O manejo sustentável do meio ambiente também é proposto na declaração.

No campo social, estabelece o compromisso de melhorar a qualidade de vida por meio de alternativas como o crescimento econômico acompanhado de distribuição de renda, a formalização da economia e o acesso a saneamento e água potável.

Sobre imigração, propõe a construção de um modelo que compreenda a contribuição dos imigrantes para as sociedades receptoras e a responsabilidade compartilhada entre os países de onde saem e onde vivem os imigrantes.

A 5ª Cúpula América Latina, Caribe e União Européia começou no dia 13 e foi encerrada hoje.