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16 de Maio de 2008 - 19h47 -
Última modificação
em 16 de Maio de 2008 - 19h54
Lugo diz que vai negociar tarifa de Itaipu depois da posse
Yara Aquino
Enviada especial
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Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
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Lima (Peru) - Presidente do Peru, Alan Garcia, entre o presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, e o presidente eleito deste país, Fernando Lugo, durante a 5ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo da América Latina, Caribe e União Européia
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Lima (Peru) - O presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, reuniu-se hoje (16) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Lima, Peru, e afirmou que, logo após tomar posse, em agosto, irá iniciar diálogo com Lula sobre o pleito de reajustar a tarifa da energia produzida em Itaipu, que o Paraguai vende ao Brasil.
Segundo Lugo, o presidente Lula se comprometeu a enviar ao Paraguai o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, para preparar a discussão sobre o tema. Mais cedo, Garcia havia dito a jornalistas que nas próximas semanas irá ao Paraguai, e aproveitará para iniciar conversas sobre o tema.
Lugo voltou a afirmar que o tratado não é justo para o Paraguai e disse que não pode haver integração eqüitativa sem haver integração energética. Segundo Lugo, o que mais o preocupa é o preço da energia.
“Nenhum país dá seu bem natural a preço de custo. A Venezuela não dá seu petróleo a preço de custo, dá a preço de mercado, a Bolívia vende seu gás também a preço de custo. O Paraguai é um dos poucos países que dá sua energia a preço de custo e o que reclamamos é que seja a preço de mercado”, disse o presidente eleito, em entrevista coletiva, em Lima, onde participa da 5ª Cúpula América Latina, Caribe e União Européia.
Uma das principais bandeiras da campanha eleitoral de Fernando Lugo foi a revisão da tarifa da energia de Itaipu vendida ao Brasil. Um acordo assinado entre Brasil e Paraguai na década de 70 determina que a energia que um país não utilizar deve ser vendida preferencialmente ao parceiro, por preço de custo.
Sobre a política exterior do país, Lugo disse que vai buscar um processo diferenciado de manter relações com todos os países de forma igualitária. “Queremos ter relações com todos, relações eqüitativas, justas, fazendo valer nossa soberania, nossa liberdade, nossa independência, que não se negocia”, disse Garcia.
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