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Brasília - O governo vai criar
2.400 cargos nos ministérios da área social. A
informação é do secretário de Gestão
do Ministério do Planejamento, Marcelo Moraes.
De acordo com o
secretário, os ministérios ainda traçarão
o perfil dos profissionais que precisam e o governo abrirá
concurso público para suprir essas áreas. A data da
abertura do concurso ainda não está definida, mas
Moraes salientou que a demanda pela implementação dos
programas sociais do governo é urgente e há carência
de profissionais adequados para a efetiva aplicação das
políticas sociais.
De acordo com o
secretário, a falta de quadros qualificados na área
social é provocada por uma "falta histórica de
investimentos do Estado brasileiro" nesta área.
"No Brasil vamos
sempre precisar de profissionais na área social, porque a
falta de investimento nesse setor é centenária. É
histórica a ausência social do Estado na área
social", destacou.
Marcelo Moraes disse
que com Programa de Aceleração do Crescimento Social
(PAC Social) o governo prevê a criação da
carreira social, que criará 2.400 cargos.
“O objetivo é
povoar os ministérios responsáveis pela implementação
das políticas sociais do governo com profissionais
qualificados. Cada ministério definirá o perfil do
profissional que eles precisam e o governo abrirá concurso
para o preenchimento das vagas".
O PAC Social engloba
programas já lançados pelo governo federal e outros que
ainda serão lançados. Entre as ações já
propostas estão o Plano de Desenvolvimento da Educação
(PDE), o Programa Nacional de Segurança com Cidadania
(Pronasci), do Ministério da Justiça, o Mais Cultura,
do Ministério da Cultura, além dos programas que dão
sustentação ao Bolsa Família, desenvolvidos pelo
Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Há ainda os programas vinculados às secretarias
especiais da Presidência da República.
A criação
dos cargos, de acordo com Moraes, é uma das ações
do governo com o intuito de qualificar melhor o serviço
prestado. Na mesma linha, o governo criou 600 cargos para a área
de infra-estrutura. "Para essa área,
já realizamos a primeira fase do concurso", informou.
Sem ainda dimensionar o
impacto da criação desses cargos sobre as contas do
governo, Moraes ressaltou que o custo compensa.
"No final das
contas, sempre compensa ter uma máquina trabalhando bem e
prestando um serviço de qualidade para a população",
afirmou.
Outra estratégia
do governo para profissionalizar o serviço prestado, de acordo
com o secretário, é o de transformar parte dos cargos
de Direção de Assessoramento Superior (DAS) em Função
Comissionada do Poder Executivo (FCPE).
Na quinta-feira (15), o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso
Nacional um projeto de lei que prevê a redução de
2.496 cargos de DAS, também conhecidos como "cargos de
confiança", e a sua transformação em função
comissionada, atribuição permitida apenas a
funcionários de carreira do serviço público
federal.
Moares explicou que não
se trata de acabar com os cargos de confiança. Eles
continuarão existindo, mas o objetivo é colocá-los
somente nas esferas decisórias.
"Ora, um governo é
eleito e com ele também são eleitos um programa, um
pensamento, um partido, um projeto, uma forma de governar. É
natural que um governante traga com ele as pessoas que vão
orientar as políticas a serem implantadas. No entanto, essas
pessoas precisarão contar com os executores das tarefas. O que
queremos é ter nossos quadros profissionais qualificados. É
lógico que a implementação dessas políticas
depende da capacidade de bem operacionalizar a máquina
pública. O objetivo do projeto é aumentar a capacidade
técnica do Estado para a condução das políticas
públicas", destacou o secretário.
O governo conta
atualmente com 20.187 pessoas trabalhando em cargos de DAS, com
salários que variam de R$ 3,9 mil a R$ 11, 6 mil.
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