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Brasília - Até 2010, o
Brasil pretende ter pelo menos cinco cadeias produtivas integradas
com o setor industrial dos países vizinhos. A meta consta da
Política de Desenvolvimento Produtivo, lançada esta
semana pelo governo federal.
A integração
com a América Latina e o Caribe e o aprofundamento das
relações comerciais com a África
– dois dos principais eixos da política externa brasileira –
estão entre os destaques estratégicos da nova política
industrial.
Entre as metas para
América Latina e Caribe também está a ampliação,
em 20%, do número de empresas brasileiras com investimento em
dois ou mais países da região.
Simultaneamente ao
plano de incentivo à indústria, o governo lançou
o Fundo Soberano, destinado à expansão das atividades
de empresas brasileiras no exterior. Também há previsão
de instalação de escritório da Agência
Brasileira de Promoção de Exportações e
Investimentos em Cuba e de representação do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em
Montevidéu, no Uruguai.
De acordo com o
secretário de Comércio Exterior, do Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
Welber Barral, o Mercosul será o foco inicial das ações
regionais. Grande ênfase será dada às micro e
pequenas empresas, segundo o secretário, que adiantou que o
governo federal se propõe a impulsionar as negociações
para criação do Fundo Mercosul para Integração
Produtiva de Micro e Pequenas Empresas.
A Venezuela – em
processo de adesão ao Mercosul - mereceu destaque na
estratégia de integração das cadeiras produtivas
da nova política industrial. Estão previstos a
estruturação de projetos de cooperação
industrial com o futuro sócio do bloco e apoio aos programas
de industrialização acelerada do país.
Em março deste
ano, a Associação Brasileira de Desenvolvimento
Industrial (ABDI) inaugurou escritório em Caracas. No mesmo
mês, durante visita do presidente Hugo Chavez a Recife,
a ABDI firmou acordo de cooperação industrial com o
Ministério do Poder Popular para a Indústria Leve e
Comércio da Venezuela.
O governo brasileiro
ainda pretende estimular as exportações de países
latino-americanos para o Brasil – hoje, o país têm
amplo superávit comercial nas trocas com praticamente todas as
nações da América do Sul e do Caribe.
Outra prioridade
listada no Plano de Desenvolvimento Produtivo é a integração
da infra-estrutura logística e energética da região,
o que já vem sendo tocado por meio da Integração
da Infra-Estrutura Regional da América do Sul (IIRSA), que
envolve 12 países. A iniciativa prevê um pacote inicial
de 31 projetos nas áreas de transporte, energia e
comunicações, para execução entre 2005 e
2010, com investimentos previstos da ordem de US$ 6,9 bilhões.
Além de
continuar dando prioridade à Agenda de Implementação
Consensuada da IIRSA, o governo federal planeja ampliar em 30% a
atual carteira de projetos de infra-estrutura regional do BNDES, hoje
de US$ 9,7 bilhões.
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