|
Brasília - A presidente da
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos
Cartões Corporativos, Marisa Serrano (PSDB-MS) disse hoje (16) que,
caso o ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José
Aparecido Nunes confirme o nome da secretária executiva da
Casa Civil Erenice Guerra como mandante da produção
do suposto dossiê com os gastos sigilosos do ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso à CPMI, poderá convocar a
secretária executiva para prestar esclarecimentos.
"Se o nome de
Erenice entrar nessa questão como a mandante da organização
desse dossiê, ela tem que ser convocada imediatamente",
disse Marisa.
Ela falou ainda da
possibilidade de o nome da secretária executiva da Casa Civil
aparecer nas declarações de um dos dois depoentes (José
Aparecido ou André Fernandes, assessor do senador Álvaro
Dias acusado de ter recebido as informações) à
CPMI , pois Erenice tem sido citada com freqüência entre
os parlamentares.
Sobre a prerrogativa da
comissão de dar ordem de prisão caso José
Aparecido minta durante o depoimento à CPMI, a senadora foi
cuidadosa.
"Se nós
tivermos documentos que provem isso [que ele mentiu], é
claro, evidente, que a CPMI vai tomar todo o cuidado para não
extrapolar na suas funções. Nossa função
de juiz tem que ficar no estrito cumprimento da lei".
Ela disse ainda que
caso haja qualquer tipo de declaração conflitante entre
José Aparecido e André Fernandes, poderá ser
feita uma acareação. Segundo a senadora, a base do
governo não vai se opor a isso.
A senadora disse ainda
que pediu à Polícia Federal a cópia dos
depoimentos de José Aparecido e de André Fernandes, que
devem chegar à CPMI hoje ou, no máximo, na
segunda-feira (19).
"A proposta é
de que se faça uma reunião fechada para que eu dê
conhecimento aos parlamentares sobre o teor desses depoimentos e logo
depois, de acordo com as regras de sigilo, vou abrir para a oitiva",
explicou Marisa.
Hoje, José
Aparecido está prestando depoimento à Polícia
Federal sobre o vazamento de dados sigilosos do governo Fernando
Henrique Cardoso.
|