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17 de Maio de 2008 - 15h54 - Última modificação em 17 de Maio de 2008 - 15h54


Alan García pede e Lula diz que brasileiros vão investir mais no Peru

Yara Aquino
Enviada especial

 
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Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
Lima (Peru) - Presidentes Lula e Alan Garcia (Peru) participam da abertura do Seminário Empresarial Brasil-Peru, um dia após a 5ª Cúpula América Latina, Caribe e União Européia
Lima (Peru) - Presidentes Lula e Alan Garcia (Peru) participam da abertura do Seminário Empresarial Brasil-Peru, um dia após a 5ª Cúpula América Latina, Caribe e União Européia
Lima (Peru) - O presidente do Peru, Alan García, foi enfático ao pedir mais investimentos das empresas brasileiras no país ao discursar na abertura do Seminário Empresarial Brasil-Peru, hoje (17), em Lima.


“O que esperamos do Brasil é muito mais do que temos. Queremos é que os empresários brasileiros venham e ganhem dinheiro aqui”, afirmou García, repetindo várias vezes durante sua fala o chamado ao empresariado brasileiro.

Segundo ele, o Peru busca alcançar o crescimento de 11% ao ano e para isso precisa expandir áreas como a de infra-estrutura e a energética. García reclamou também que os investimentos da Petrobras no Peru caminham lentamente.

O presidente peruano ouviu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a promessa de que os empresários brasileiros vão investir mais no país vizinho e que a Petrobras irá responder de forma mais ágil a demanda do Peru. Segundo Lula, a estatal sofria da “síndrome do medo de ser grande”, mas há ordem do governo para que invista mais no exterior.

Os dois presidentes falaram também da dificuldade de vôos entre os países da América Latina. Lula disse que não adianta incentivar os negócios entre as regiões se há entraves para o deslocamento. Ele afirmou que irá se reunir com representantes das empresas aéreas brasileiras para que elas não sejam “inoperantes” nessa área.

O presidente chegou a mencionar a idéia de “forçá-los ou incentivá-los” a facilitar as viagens aéreas e disse que os empresários precisam ter “ousadia”. Falou ainda em criar uma empresa estatal para suprir a lacuna.

“Começa fomentar na minha cabeça a idéia de que o Estado vai ter que fazer uma nova empresa. Não quero fazer, acho que o Estado não precisa fazer. Mas se os empresários não tiverem ousadia, vamos ter que ter ousadia pelo menos para forçá-las a fazer ou incetiva-las a fazer”, afirmou.




 


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