A segurança pública foi apontada pelo secretário executivo do Conselho Nacional de Combate à Discriminação da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Ivair Augusto, como um dos temas mais importantes discutidos na 1ª Conferência Paranaense GLBT, que reúne em Curitiba, neste final de semana, cerca de 300 representantes de comunidades gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais do Paraná, observadores e convidados.
“Estamos tratando da elaboração de políticas públicas estaduais e nacionais voltadas para esses grupos, nas áreas de saúde, educação, justiça e segurança pública, cultura, turismo e trabalho”, disse Ivair.
O preconceito, segundo o secretário é o que mais preocupa, pois faz vítimas constantes da violência gratuita, desde agressões verbais até físicas, e muitas vezes levam ao homicídio. Para ele, o trabalho de prevenção contra a violência é fundamental na elaboração dessas políticas.
Foram feitas até agora 27 conferências em todo o país, todas antecedendo a 1ª Conferência Nacional GLBT, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ser realizada em Brasília de 5 a 7 de junho.
“Será a primeira conferência mundial, nenhum país até hoje, nenhum governo, teve esse tipo de iniciativa”.
Neste final de semana, seis estados (MT, PB, PR, RJ, RS e SC) e o Distrito Federal estão realizando Conferências Estaduais de Políticas Públicas para GLBT, convocadas pelos governadores.
Segundo o presidente do Centro Paranaense da Cidadania (Cepac), Igo Martini, no Paraná a organização envolveu 16 entidades da sociedade civil, secretarias estaduais e municipais e a Prefeitura de Curitiba.
Amanhã(18), será realizada a eleição dos delegados para a conferência nacional e aprovado o documento Paraná pela Cidadania – GLBT, com as propostas dos paranaenses.
“Calculamos que existam no estado cerca de 1 milhão de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, que estão comemorando neste Dia Mundial Contra a Homofobia essa integração de diversos setores da sociedade, aliados na luta”, afirmou Igo Martini.
A data foi escolhida para lembrar retirada da homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1990.