|
Brasília - A inserção
no mercado de trabalho é maior barreira encontrada por
travestis, segundo Rafaela Delamary, um dos dois travestis que
participaram hoje, em Brasília, da 1ª Conferência
Distrital GLBT.
“O emprego é
fator principal para todos. Nós precisamos ser reconhecidos e
podermos trabalhar como um outro gay qualquer. Não se vê
travesti no shopping, no banco, a realidade é outra. A
sociedade nos condiciona a estar relacionados só com
prostituição, drogas ou salão de beleza”,
reclama.
Rafaela faz faculdade
de turismo e tem vários cursos profissionalizantes, mas mesmo
assim diz que é difícil arrumar um emprego. Mesmo
assim, diz que não pensa em mudar sua orientação
sexual e conta que desde criança se sentia feminina e gostava
de bonecas, por isso a transformação em travesti – há
cinco anos – não foi um choque para a família.
“Eu sempre fui assim,
eles até tentaram me levar para um psicólogo, mas o
problema não era esse. Eu poderia viver tranqüilamente
como um homem, mas eu me sinto melhor assim, essa é a minha
identidade”, diz.
Ele acredita que a
ausência de travestis na conferência é um sinal do
preconceito deles mesmos e dos outros. “Eles têm receio de
sair e mostrar a cara, porque realmente não é fácil.
Mesmo aqui”.
|