A Corregedoria da Polícia Civil do Estado de São Paulo abriu ontem (16) um inquérito para apurar se há participação de policiais civis no atentado contra o repórter Edson Ferraz, de 25 anos, da TV Diário de Mogi, afiliada da Rede Globo. O inquérito foi aberto pelo delegado Fernando Azevedo, da 2ª Delegacia da Divisão de Crimes Funcionais.
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública, o repórter foi alvejado por volta das 22h da última quinta-feira (15), quando voltava de São Paulo para Mogi das Cruzes, no carro da emissora.
O veículo que transportava Ferraz foi fechado por um carro de cor escura, onde estavam dois homens encapuzados. O motorista, com o carro em movimento, atirou duas vezes contra o carro onde estava Ferraz, que não foi atingido.
A TV Globo informou, por meio da assessoria de imprensa, que Edson Ferraz é repórter investigativo em Mogi das Cruzes e fazia diversas reportagens policiais, mas não confirmou que o atentado ocorreu em virtude de investigações sobre possíveis crimes cometidos por policiais, conforme foi noticiado.
Segundo a assessoria, Ferraz prestou depoimento na Corregedoria da Polícia Civil durante toda a sexta-feira e o caso está sendo investigado, mas ainda é prematuro afirmar que há envolvimento de policiais ou ligação com as reportagens feitas por ele.